Sobre os tipos de interações externas no processo de inovaçã...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3882816 Administração Geral
Sobre os tipos de interações externas no processo de inovação, de acordo com o Manual de Oslo, correlacione a primeira coluna com a segunda. 

1. Fontes de informação abertas
2. A aquisição de conhecimento e tecnologia
3. A inovação cooperativa

( ) Provém da compra de conhecimento externo e de bens de capital (máquinas, equipamentos, software) e de serviços incorporados no novo conhecimento ou tecnologia, sem interação com a fonte. 
( ) Oferecem informações de livre acesso, que não exigem qualquer pagamento sobre os direitos de propriedade tecnológica ou intelectual ou interação com a fonte 
( ) Exige a cooperação ativa com outras empresas ou instituições de pesquisa em atividades tecnológicas (e pode compreender a compra de conhecimentos e tecnologia).

Assinale a opção que representa a sequência correta.
Escolha uma:
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: C

Fundamento decisivo: O ponto decisivo foi identificar o vínculo com a fonte em cada descrição: compra sem interação indica aquisição de conhecimento e tecnologia; livre acesso sem pagamento indica fontes abertas; cooperação ativa indica inovação cooperativa.

Tema central: Interações externas na inovação
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui a primeira descrição à inovação cooperativa, mas o texto fala em compra sem interação com a fonte. Esse elemento exclui cooperação ativa e enquadra o caso em aquisição de conhecimento e tecnologia.
B
Errada
Está errada porque trata a primeira descrição como fonte de informação aberta, quando o enunciado menciona compra de conhecimento externo, bens de capital e serviços. Fonte aberta é livre acesso sem pagamento por direitos de propriedade tecnológica ou intelectual; compra externa sem interação corresponde à categoria 2.
C
Certa
A alternativa C está correta porque respeita a classificação do Manual de Oslo para os três tipos de interação externa. A primeira descrição trata de obtenção externa por compra de conhecimento, bens de capital e serviços incorporados em novo conhecimento ou tecnologia, sem interação com a fonte, o que caracteriza aquisição de conhecimento e tecnologia. A segunda descreve informações de livre acesso, sem pagamento por direitos de propriedade tecnológica ou intelectual e sem interação com a fonte, o que caracteriza fontes de informação abertas. A terceira exige cooperação ativa com outras empresas ou instituições de pesquisa em atividades tecnológicas, critério próprio da inovação cooperativa. Por isso, a ordem correta é 2, 1, 3.
D
Errada
Está errada porque troca justamente os sinais distintivos centrais: põe a primeira descrição como inovação cooperativa, embora ela diga “sem interação”, e desloca a terceira para aquisição de conhecimento e tecnologia, embora ela exija “cooperação ativa”. Isso contraria a classificação do Manual de Oslo.
Pegadinha da questão
A confusão real era aproximar aquisição externa de conhecimento de cooperação, mesmo quando o enunciado afirmava expressamente “sem interação com a fonte”, e também não distinguir fontes abertas da aquisição paga.
Dica para questões semelhantes
  • Separe as categorias primeiro pelo tipo de relação com a fonte: sem interação, com livre acesso, ou com cooperação ativa.
  • Se houver compra de conhecimento, máquinas, equipamentos, software ou serviços incorporados, sem interação com a fonte, classifique como aquisição de conhecimento e tecnologia.
  • Se o texto destacar livre acesso e ausência de pagamento por direitos de propriedade tecnológica ou intelectual, classifique como fonte de informação aberta.
  • Se aparecer atuação conjunta ativa com empresas ou instituições de pesquisa, a categoria é inovação cooperativa.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

C

A aquisição de conhecimento e tecnologia ocorre via compras sem interação com a fonte. As fontes de informação abertas oferecem dados de livre acesso sem custos de propriedade intelectual. Já a inovação cooperativa exige cooperação ativa entre empresas ou instituições.

Siga-me @rexconcurseiro

O Capítulo 6 do Manual de Oslo (4ª edição, 2018) foca na dinâmica de como o conhecimento circula entre a empresa e o ambiente externo. Ele introduz e formaliza metodologicamente o conceito de Inovação Aberta, tratando o processo inovativo como algo distribuído que atravessa as fronteiras organizacionais.

Abaixo estão os pontos centrais sintetizados do capítulo:

  • Fluxos de Conhecimento: A inovação aberta é definida pela gestão estratégica de fluxos de conhecimento que entram (mecanismos de entrada) e saem (mecanismos de saída) da organização.
  • Fronteiras Organizacionais: O manual reconhece que nenhuma empresa detém todo o conhecimento necessário para inovar sozinha, transformando a interação com o ecossistema em uma competência central.

O capítulo detalha e classifica as três formas principais pelas quais as empresas interagem externamente para absorver ou transferir conhecimento, conectando-se diretamente ao exercício anterior:

  • Fontes de Informação Abertas: Informações e dados de livre acesso público que servem como inspiração ou base conceitual, sem necessidade de pagamento de royalties, direitos de propriedade intelectual (PI) ou contato direto com a fonte (ex: publicações científicas, feiras, internet).
  • Aquisição de Conhecimento e Tecnologia: Compra direta de ativos intangíveis (patentes, licenças, know-how) ou tangíveis (máquinas, equipamentos e softwares que já vêm com tecnologia embarcada), caracterizada por ser uma transação comercial sem cooperação ou interação de longo prazo com o fornecedor.
  • Inovação Cooperativa (Cooperação em Inovação): Trabalho conjunto e ativo com parceiros externos em projetos de P&D ou desenvolvimento tecnológico. Exige esforço mútuo e compartilhamento de riscos e benefícios, podendo envolver contratos de coautoria ou coinvenção.

O manual orienta a coleta de dados sobre quem são esses agentes externos com os quais a empresa se conecta, dividindo-os em:

  • Ambiente de Mercado: Fornecedores de insumos/equipamentos, clientes, usuários do setor público ou privado, e empresas concorrentes.
  • Ambiente de Pesquisa/Infraestrutura: Universidades, institutos de pesquisa pública ou privada, e centros de formação técnica.
  • Mecanismo de Atração e Proteção: Os direitos de PI (como patentes, marcas e desenhos industriais) não servem apenas para bloquear concorrentes, mas funcionam como a "moeda de troca" e o suporte jurídico seguro para viabilizar os fluxos de conhecimento na inovação aberta.
  • Segurança nas Parcerias: A definição clara de titularidade e contratos de licenciamento permite que as empresas compartilhem informações estratégicas com terceiros sem o risco de apropriação indevida.

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo