A respeito do herpes labial, marque a afirmativa correta.

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Q3509662 Odontologia
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Tema central: Herpes labial é infecção recorrente pelo HSV-1 (às vezes HSV-2), com latência no gânglio trigeminal e reativações periódicas. Manifesta-se como vesículas agrupadas sobre base eritematosa no lábio/vermilhão, que ulceram e formam crostas. É altamente contagioso durante lesões ativas e não há “cura” definitiva, pois o vírus permanece latente.

Gabarito: A – Correta. O herpes labial é viral, contagioso e tem latência vitalícia, sem erradicação pelo sistema imune ou antivirais. O tratamento reduz duração e frequência das crises (p. ex., aciclovir/valaciclovir), mas não elimina o vírus. Evidências: UpToDate, CDC e Harrison’s descrevem latência e recidivas por gatilhos (estresse, febre, sol, trauma dental) e maior transmissibilidade com lesões ativas.

Por que as demais estão incorretas?

B – Falsa. A transmissão ocorre por contato direto com saliva/lesões (beijo) e também por fômites (copos, talheres, lâminas) quando há contaminação recente, sobretudo com lesões aparentes. O risco por superfícies é menor que o contato direto, mas existe. Há ainda eliminação assintomática (CDC; UpToDate).

C – Falsa. A imunidade humoral e celular se desenvolve após a infecção primária (primeiro episódio), com soroconversão (IgG) em semanas. Essa imunidade não impede reativações devido à latência neuronal; não há qualquer marco “após a terceira manifestação”.

D – Falsa. A descrição corresponde mais a aftas (estomatite aftosa), que surgem em mucosa não queratinizada (bochechas, mucosa labial, ventre da língua, soalho, palato mole). O herpes recorrente intraoral prefere mucosa queratinizada (gengiva inserida, palato duro) e, classicamente, acomete lábios/vermilhão com vesículas agrupadas e crostas. Na primoinfecção (gingivoestomatite herpética), há ulcerações difusas, febre e linfadenopatia.

Como interpretar na prova: Palavras-chave como “vírus”, “altamente contagiosa” e “não tem cura” apontam para o herpes. Se a alternativa descreve úlceras “sob a língua/bochechas”, pense em aftas e não em herpes labial.

Diagnóstico e conduta (resumo útil): Diagnóstico é clínico. PCR pode ser usado em casos atípicos. Tratamento das recidivas: valaciclovir (ex.: 2 g 12/12h por 1 dia) ou aciclovir nas primeiras 24–48 h do pródromo (ardor/formigamento). Profilaxia em recidivas frequentes. Em Odontologia, adiar procedimentos eletivos até a fase de crosta para reduzir transmissão e autoinoculação (UpToDate; CDC; Harrison’s).

Referências essenciais: UpToDate (Herpes labialis), CDC Herpes Simplex Virus, Harrison’s Principles of Internal Medicine.

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