A saída de paciente da UTI em ventilação mecânica, com bomb...
Gabarito comentado
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Tema central: Transporte intrahospitalar de paciente crítico em ventilação mecânica. Envolve briefing da equipe, checagem de autonomia dos equipamentos (bateria e O2), fixação segura de tubos/linhas e planejamento de rota com pontos de apoio. Diretrizes convergem para processos padronizados e checklist para reduzir eventos adversos (SCCM/ESICM; UpToDate 2024; ICS Guidelines).
Alternativa correta: B
A resposta descreve o fluxo seguro: reunião breve para definir papéis e plano; ventilador de transporte e cilindro com autonomia maior que o tempo previsto + reserva (calcular O2 pela fórmula pressão x fator/fluxo), cabos e linhas fixados para evitar tração e extubação, rota previamente validada com apoio em pontos críticos (portas, elevadores, áreas estreitas). Isso reflete as recomendações de segurança do paciente do Ministério da Saúde/ANVISA e sociedades de terapia intensiva.
Por que é a melhor escolha?
- Briefing reduz falhas de comunicação e define contingências.
- Autonomia evita interrupção de ventilação/infusões durante o trajeto.
- Fixação previne deslocamentos de tubos, cateteres e cabos.
- Rota/apoio minimiza atrasos e riscos em transições.
Análise das incorretas
A – Retirar monitor e bomba e ventilar manualmente todo o percurso é inseguro: perde-se vigilância contínua e estabilidade de infusões (vasoativos/sedação). Ventilação manual prolongada gera volumes imprevisíveis e risco de hipo/hiperventilação (AARC/ESICM).
C – Usar ambu para “economizar bateria” contraria a recomendação de manter ventilação mecânica sempre que possível. Cilindro sem fixação é risco de queda e efeito “projétil”. Escolher rota só pela disponibilidade de elevadores ignora análise de risco e pontos de apoio.
D – Abrir o cilindro no meio do corredor e ajustar tubo em movimento são práticas perigosas: a checagem do O2 e testes do ventilador devem ocorrer antes de sair; manipulações do tubo em deslocamento aumentam risco de extubação. Comunicação apenas na chegada elimina o briefing e a coordenação tática.
E – Afrouxar correias, fazer curvas rápidas e passar por áreas de convivência aumentam risco de queda, colisões e contaminação. O trajeto deve ser por rotas assistenciais, em velocidade controlada, com o paciente bem fixado.
Dicas de prova: procure palavras-chave como briefing/checklist, autonomia com reserva, fixação de dispositivos e rota planejada com apoio. Desconfie de propostas que envolvam ventilação manual prolongada, desconexões ou ajustes em movimento.
Referências essenciais: UpToDate (Intrahospital transport of the adult ICU patient, 2024); SCCM/ESICM Guidelines for Transport of the Critically Ill; Intensive Care Society Guidelines; Protocolo de Segurança do Paciente – Transporte Intrahospitalar (MS/ANVISA).
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