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Q3650757 Enfermagem
Paciente em restrição hídrica é encaminhado para sessão de hemodiálise interna, com retorno já programado para o leito. O deslocamento deve respeitar segurança clínica e continuidade do cuidado. Marque a afirmação CORRETA sobre os procedimentos necessários.
Alternativas

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Tema central: segurança clínica e continuidade do cuidado no transporte intra-hospitalar de paciente em hemodiálise com restrição hídrica. Envolve checagem prévia, comunicação efetiva (ISBAR), manutenção do acesso vascular e planejamento do retorno ao leito.

Alternativa correta: A – Registro da restrição no prontuário, conferência do acesso vascular e alinhamento do retorno com o setor de origem.

Justificativa: Pacientes dialíticos têm risco de sobrecarga hídrica e complicações do acesso (FAV/cateter). Assim, é indispensável: (1) documentar claramente a restrição hídrica, evitando ingestão inadvertida; (2) conferir o acesso vascular antes do deslocamento (patência, curativo íntegro, fixação), prevenindo sangramento, deslocamento e perda do acesso; (3) comunicar e planejar o retorno com o setor de origem, garantindo continuidade do cuidado, leito disponível e equipe preparada para recepção. Essas condutas estão alinhadas ao Protocolo de Comunicação Efetiva do PNSP/Ministério da Saúde-ANVISA (ISBAR), às recomendações de segurança da OMS e às diretrizes KDOQI 2019 para manejo de acesso vascular em hemodiálise.

Análise das incorretas

BOferta de líquidos viola a restrição hídrica e pode agravar sobrecarga volêmica e hipertensão interdialítica (UpToDate). Ajustar acesso “apenas na chegada” ignora a checagem prévia de segurança. Comunicar retorno “no final do plantão” quebra a continuidade do cuidado.

C – “Transporte acelerado” prioriza horário em detrimento da segurança; “macas alternadas” no percurso é prática insegura (risco de quedas/lesões); “checagem clínica após o exame” ignora avaliação pré-transporte (vias aéreas, circulação, acesso, sinais vitais) recomendada por protocolos de transporte intra-hospitalar (OMS/PNSP).

D – Acompanhar “sem conferência prévia” contraria o checklist de segurança; orientar apenas no final impede preparo do serviço de destino; rota por área de grande fluxo aumenta riscos (contato, atrasos, incidentes) — deve-se preferir trajetos seguros e menos congestionados.

E – Condicionar retorno à “disponibilidade de elevador” sem planejamento prévio pode atrasar cuidados pós-diálise. “Registro simplificado de sinais vitais” é inadequado: é necessária avaliação completa pré e pós-transporte. “Conferir apenas medicações” é insuficiente: deve-se checar acesso vascular, identificação, alergias, restrições, prescrições e comunicação estruturada (ISBAR).

Dica de prova: procure palavras-chave como “segurança”, “continuidade” e “restrições”. Desconfie de opções que: oferecem líquidos a restritos, adiam checagens, priorizam velocidade a segurança ou postergam comunicação.

Referências essenciais: PNSP/MS-ANVISA – Protocolo de Comunicação Efetiva (ISBAR); OMS – Segurança do Paciente/transferência de cuidados; KDOQI 2019 Vascular Access Guidelines; UpToDate – Education and counseling of hemodialysis patients (fluid restriction).

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