Paciente em pronto-socorro, com tração cutânea em membro in...
Gabarito comentado
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Tema central: segurança no transporte intra-hospitalar de paciente com tração cutânea em membro inferior e instabilidade pélvica. Princípios-chave: manter imobilizações e tração contínua, alinhamento neutro, pelvic binder ajustado, monitorização neurovascular e planejamento do trajeto. Referências: ATLS 10ª ed. (ACS), PHTLS, AO Trauma, Ministério da Saúde – Protocolos de Trauma.
Alternativa INCORRETA: D – “Tração liberada... flexão do membro... retomada apenas na chegada”. Erro crítico: a tração cutânea deve ser contínua; interrompê-la e flexionar o membro durante o deslocamento aumenta risco de deslocamento de fraturas, hemorragia (especialmente na pelve), dor e lesão neurovascular. Em suspeita de instabilidade pélvica, o cinto pélvico deve permanecer ajustado sobre os grandes trocânteres até estabilização definitiva. Ajustes de rota (portas/curvas) devem ser resolvidos sem remover tração ou flexionar o membro. (ATLS; PHTLS; AO Trauma)
Análise das demais alternativas
A – Correta. Cinto pélvico ajustado (não no abdome), membro alinhado em tração e rodas travadas durante as transferências previnem cisalhamento e quedas. Alinhamento neutro reduz dor e sangramento. (ATLS; MS)
B – Correta. Conferir fitas e talas evita solturas; rota livre e pontos de parada combinados diminuem interrupções inesperadas. Planejamento é pilar do transporte seguro. (PHTLS; Protocolo de Transporte Intra-hospitalar)
C – Correta. Monitorização do membro a cada mudança de nível (cor, perfusão, dor, parestesias, mobilidade distal) detecta compressão/compartimentação. Coxins estabilizadores reduzem mobilidade lateral e pressão. (AO Trauma)
E – Correta. Registrar intercorrências, conferir coletores (urina, drenos) e reajustar posicionamento em equipe garantem continuidade de cuidado e segurança jurídica/assistencial. (MS; boas práticas de enfermagem)
Estratégia de prova: termos como “liberar tração” e “flexionar o membro” durante transporte são “sinais de alerta”. Em trauma, pense sempre em imobilização contínua, alinhamento e planejamento. Cinto pélvico vai nos trocânteres, não na crista ilíaca/abdome.
Base científica: ATLS 10ª ed. – controle de hemorragia pélvica e imobilização; PHTLS – transporte e imobilização; AO Trauma – princípios de tração e estabilização; Ministério da Saúde – Transporte intra-hospitalar do paciente crítico.
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