No pós-operatório imediato, paciente apresenta dreno a vácu...
Gabarito comentado
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Tema central: Segurança no transporte intra-hospitalar no pós-operatório com dispositivos de drenagem (dreno a vácuo) e sonda vesical de demora. O foco é manter sistema fechado, drenagem por gravidade, linhas sem dobras/tração e prevenção de quedas.
Alternativa correta (A): Manter coletores abaixo do ponto de inserção evita refluxo e perda da pressão negativa (drenos) ou refluxo vesical (sonda), reduzindo risco de infecção e lesão (CDC CAUTI 2019; ANVISA – Medidas de Prevenção de IRAS). Garantir linhas sem dobras previne obstrução e perda de eficácia do dreno/sonda. Rodas travadas nas transferências (cama–maca–poltrona) é medida essencial de segurança física; durante o transporte, as rodas devem estar destravadas. Essa conduta assegura continuidade do cuidado e integridade dos sistemas (UpToDate: Care of closed-suction drains; WHO Patient Safety).
Por que as outras estão erradas?
B) Apoiar dreno no tórax coloca-o acima do sítio, podendo anular a sucção e favorecer refluxo/contaminação. Posicionar a bolsa de urina ao nível do quadril (≈ nível da bexiga) permite refluxo vesical e aumenta CAUTI. Baixar grades eleva o risco de queda em deslocamento. Contraria CDC/ANVISA e boas práticas de segurança do paciente.
C) “Alternar a altura” da bolsa durante o percurso promove refluxo e contaminação; “curvas em velocidade” aumentam risco de tração, desconexões e quedas. Em transporte, a prioridade é segurança e estabilidade, não velocidade (WHO/Ministério da Saúde – segurança do paciente).
D) Retirar correias de segurança compromete prevenção de quedas. Registrar apenas no fim do turno viola a continuidade e rastreabilidade do cuidado; devem-se checar e registrar condições do dreno/sonda antes, durante (se necessário) e após a transferência (boas práticas de enfermagem e INS Standards).
E) Desconectar coletores para passar por espaços estreitos quebra o sistema fechado, aumenta risco de CAUTI e infecção de sítio cirúrgico, além de perder a pressão negativa do dreno. Diretrizes recomendam não desconectar salvo necessidade clínica com técnica asséptica e substituição apropriada (CDC/ANVISA/UpToDate).
Dica para a prova: Busque termos-chave como “abaixo do ponto de inserção”, “sem dobras”, “sistema fechado” e “rodas travadas nas transferências”. Desconfie de opções que proponham acelerar o percurso, baixar grades ou desconectar sistemas.
Referências rápidas: CDC Guideline for Prevention of CAUTI (2019); ANVISA – Medidas de Prevenção de IRAS; UpToDate – Care of closed-suction drains; WHO – Patient safety in patient transfer.
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