Considere que um engenheiro eletricista devidamente credenci...
Se a linha elétrica de energia que chega à edificação inclui o condutor neutro e não há aterramento do neutro no barramento de equipotencialização principal, há, segundo a norma, dois esquemas de conexão possíveis para os dispositivos de proteção contra surtos instalados no ponto de entrada ou no quadro de distribuição principal. Contudo, em certas situações, somente um deles pode ser utilizado.
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Figura 13 - Esquemas de conexão do DPS
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A condição "não há aterramento do neutro no barramento de equipotencialização principal" descreve principalmente dois esquemas de aterramento previstos na NBR 5410:
Esquema TT: O neutro da concessionária é aterrado na fonte (transformador), mas o aterramento da instalação consumidora é independente, sem conexão com o neutro.
Esquema TN-S: O neutro e o condutor de proteção (terra) são distintos desde a fonte. O neutro é aterrado apenas na fonte e não é aterrado novamente na entrada da edificação.
A NBR 5410 (item 6.3.5.2) prevê, de fato, dois esquemas de conexão principais para o DPS em sistemas com neutro:
Esquema 1: DPS instalados entre cada condutor de fase e o condutor de proteção (PE), e também um DPS entre o neutro e o condutor de proteção (PE). (Modo de proteção: F-PE e N-PE).
Esquema 2: DPS instalados entre cada condutor de fase e o condutor neutro, e um DPS (geralmente um centelhador/GDT) entre o neutro e o condutor de proteção (PE). (Modo de proteção: F-N e N-PE).
A Restrição ("Contudo, em certas situações, somente um deles pode ser utilizado"): Esta é a parte crucial da afirmativa. A restrição existe e se aplica especificamente ao esquema TT. No esquema TT, a proteção contra contatos indiretos depende obrigatoriamente de um dispositivo DR (diferencial residual).
Se o DPS for instalado após (a jusante) do dispositivo DR geral da instalação, o Esquema 2 (com DPS entre fase e neutro) é proibido. Por quê? Porque, durante a atuação de um DPS fase-neutro, ele desviaria a corrente de surto da fase para o neutro. O dispositivo DR, posicionado antes, interpretaria essa corrente desviada como uma corrente de fuga (uma diferença entre a corrente que entra pela fase e a que retorna pelo neutro), causando o seu desarme indevido. Portanto, na situação específica de um esquema TT com DPS instalado após o DR, apenas o Esquema 1 (DPS entre fases e PE, e entre neutro e PE) pode ser utilizado, pois a corrente de surto é desviada diretamente para o terra (PE) sem criar um desequilíbrio no DR.
De acordo com as normas técnicas, como a NBR 5410, quando a linha elétrica que chega à edificação inclui o condutor neutro e não há aterramento do neutro no Barramento de Equipotencialização Principal (BEP), existem dois esquemas de conexão possíveis para os Dispositivos de Proteção contra Surtos (DPS) instalados no ponto de entrada ou no quadro de distribuição principal. No entanto, em determinadas situações, apenas um dos esquemas pode ser utilizado.
Dois esquemas de conexão possíveis:
- Esquema 1: Os DPSs são conectados entre cada condutor de fase e o BEP ou barra PE.
- Esquema 2: Os DPSs são conectados entre cada condutor de fase e o BEP ou barra PE, e também entre o neutro e o BEP ou barra PE.
Situações específicas:
- Quando o neutro não é aterrado no BEP, o Esquema 1 não pode ser utilizado, pois não há conexão entre o neutro e o BEP. Nesse caso, o Esquema 2 é o único aplicável, pois ele inclui a proteção entre o neutro e o BEP ou barra PE.
Normas técnicas:
- As normas estabelecem que o esquema de conexão dos DPSs deve ser adequado às características da instalação elétrica, especialmente em relação ao aterramento do neutro.
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