Em relação às hepatites virais, é INCORRETO afirmar que

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Q1248199 Medicina
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Tema central: A questão aborda os aspectos epidemiológicos e clínicos das hepatites virais, especialmente no que se refere à cronificação da hepatite C e suas consequências.

Justificativa da alternativa correta (C):
A alternativa C está incorreta ao afirmar que a cronificação da hepatite C ocorre em apenas 20% dos casos. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções do Ministério da Saúde, “a hepatite C é uma infecção viral que pode se tornar crônica em aproximadamente 70% (55-85%) dos casos agudos. Entre os casos crônicos, o risco de desenvolvimento de cirrose varia entre 15% a 30% em 20 anos.” Ou seja, o erro está justamente em subestimar a taxa de cronificação, que é muito superior aos 20% mencionados.

Análise das alternativas incorretas:

A) Correta. A hepatite A é transmitida principalmente por via fecal-oral, predominantemente por água, alimentos ou contato inter-humano, conforme preconizam os manuais e o Ministério da Saúde.

B) Correta. A hepatite C, de fato, possui transmissão predominantemente parenteral (ex.: uso de drogas injetáveis, transfusões antigas) e em parte dos casos não é possível determinar a via exata de contágio.

D) Correta. A maioria das hepatites virais agudas é assintomática, independentemente do agente etiológico. Quando sintomáticas, manifestam-se como um quadro inespecífico (fadiga, mal-estar, náuseas, dor abdominal, anorexia e icterícia), de acordo com Harrison’s e consensos nacionais.

E) Correta. Todas as hepatites virais são de notificação compulsória regular (até sete dias) e precisam ser registradas no SINAN, utilizando a ficha específica de investigação, conforme estabelecido em normativas do Ministério da Saúde.

Estratégias para evitar erros em provas:
Atenção a dados epidemiológicos quantitativos e percentuais em doenças infecciosas, pois são frequentemente cobrados e costumam ser alvos de “pegadinhas” em concursos. Sempre revise os percentuais atualizados nas diretrizes oficiais antes da prova.

Dica importante: Quando ler enunciados que mencionam proporções ou percentuais, atente-se àqueles muito baixos ou altos. Compare com dados de referência, pois muitas questões erram exatamente nessa sutileza!

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A alternativa incorreta é a letra C, que afirma que a cronificação da hepatite C ocorre em apenas 20% dos casos. Na verdade, estudos apontam que em torno de 80% das pessoas com hepatite C cronicizam a doença, tornando-a uma das principais causas de cirrose hepática e câncer de fígado. É importante ressaltar que, mesmo nos casos em que a doença não é crônica, um percentual significativo pode evoluir para formas graves, como cirrose, se não houver tratamento adequado. Essa informação mostra a importância do diagnóstico e tratamento precoces da hepatite C.

Essa informação também não está correta — a hepatite C tem uma taxa de cronificação bem mais alta do que 20%.

Dados mais aceitos atualmente:

Após a infecção aguda pelo vírus da hepatite C (HCV), cerca de 55% a 85% das pessoas evoluem para forma crônica (ou seja, o vírus permanece no organismo por mais de 6 meses).

Entre os portadores crônicos, aproximadamente 20% a 30% podem desenvolver cirrose ou formas histológicas graves ao longo de 20 anos ou mais, se não houver tratamento.

Fatores que aceleram a progressão para cirrose incluem: consumo de álcool, coinfecção por HIV ou HBV, idade avançada ao adquirir o vírus e presença de outras doenças hepáticas.

Resumindo:

Cronificação: muito mais comum que 20% (na verdade, mais da metade dos casos).

Evolução para cirrose: sim, cerca de 1/4 a 1/3 dos casos crônicos podem chegar a formas graves em ~20 anos sem tratamento.

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