Assinale a alternativa em que a frase apresenta a concordânc...
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A criança está com raiva? Respire fundo
Todos os que já tiveram a oportunidade ou a responsabilidade de conviver com crianças sabem que as emoções que elas experimentam são bastante intensas. Quem já não testemunhou uma criança com raiva? É sempre bom lembrar que o motivo para desencadear a raiva pode ser, na visão do adulto, banal. Mas para a criança, nunca é.
Não faz muito tempo que o trabalho com as emoções das crianças tem sido considerado parte importante da formação delas, tanto para a família quanto para a escola. Expressões como “inteligência emocional” e “habilidades socioemocionais” já soam familiares a pais e educadores profissionais e até são consideradas prioridade nos tempos atuais.
O que acontece no momento em que a criança apresenta uma crise de birra, por exemplo? As emoções tomam conta dela a tal ponto que se descontrola globalmente. O que era emoção vai ao ato e se transforma em comportamento raivoso. Hoje, não é incomum observarmos isso em adultos, inclusive. Aí está: as emoções não precisam, necessariamente, se transformar em atos. Mas para que isso possa acontecer é preciso um aprendizado.
Uma criança bem pequena sente raiva do irmão que acabou de nascer e rouba o tempo da mãe, que antes era só dela; a reação foi a de tentar bater no bebê. A mãe, atenta, interveio antes que o ato ocorresse e disse à filha: “Você está com ciúme e raiva de seu irmão, mas não pode bater nele. Quando isso acontecer novamente, bate nesta almofada”.
Genial a reação dessa mãe, por dois motivos: primeiro, traduziu em palavras as emoções que a filha, de 2 anos, estava experimentando, o que colabora para o autoconhecimento; segundo, porque intuiu que nessa idade ainda é difícil conter uma reação comportamental, ou seja, controlar-se, por isso ela trocou o objeto para diminuir o risco de a filha tentar bater no bebê. Para ela, funcionou.
Em qualquer ação educativa, é preciso respeitar a criança e/ou o adolescente e agir de modo digno, justo e amoroso com os mais novos.
(Rosely Sayão. O Estado de S.Paulo, 30 de abril de 2023. Adaptado)
Comentários
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Atitudes violentas de crianças movidas por fortes emoções não devem ser reforçadas.
Análise do erro:
- Sujeito: "As emoções da criança" (Plural, pois o núcleo é "emoções").
- Locução verbal: "pode transformarem-se" (composta pelo verbo auxiliar poder + verbo principal transformar).
E) Atitudes violentas de crianças movidas por fortes emoções não devem ser reforçadas.
Perfeita.
O sujeito é:
Atitudes violentas de crianças
Núcleo: atitudes → plural.
Por isso:
não devem
ser reforçadas
E “reforçadas” concorda com “atitudes”.
PMPE2026
Análise das Alternativas
- A (Incorreta): O verbo auxiliar deveria estar no plural (podem) para concordar com o núcleo do sujeito (emoções): "As emoções... podem transformar-se".
- B (Incorreta): O verbo fazer, indicando tempo decorrido, é impessoal e deve ficar sempre no singular: "Faz já vários anos".
- C (Incorreta): O verbo existir é pessoal e concorda com o sujeito (várias formas), devendo ir para o plural: "Existem várias formas".
- D (Incorreta): O verbo desencadear deve concordar no plural com o seu sujeito (os motivos): "...os motivos que desencadeiam a raiva".
- E (Correta): A frase está perfeitamente estruturada. A locução verbal (devem ser reforçadas) concorda corretamente com o sujeito plural (Atitudes violentas), e a concordância nominal está adequada.
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