O preparo de medicamentos injetáveis em ambiente hospitalar...

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Q4300407 Farmácia
O preparo de medicamentos injetáveis em ambiente hospitalar ou ambulatorial é um processo de alta complexidade que exige do Farmacêutico profundo conhecimento sobre as propriedades físico-químicas das moléculas ativas. A seleção inadequada do diluente ou a mistura concomitante de soluções incompatíveis no mesmo acesso venoso pode acarretar perda de eficácia farmacológica e induzir riscos severos de eventos adversos locais ou sistêmicos para o paciente.
Analise as afirmativas a seguir sobre as técnicas de preparo, compatibilidade e estabilidade de medicamentos injetáveis parenterais.

I. A reconstituição consiste no ato de retornar uma preparação farmacêutica seca (pó liofilizado ou granulado) ao seu estado líquido original mediante a adição de um solvente adequado, enquanto a diluição é o processo de adição de um veículo diluente compatível a um medicamento já líquido para ajustar sua concentração final a faixas terapêuticas seguras. I. A incompatibilidade físico-química em acessos em "Y" (Y-site) ocorre quando dois ou mais medicamentos injetáveis entram em contato direto e concomitante no interior de um mesmo cateter de infusão, podendo manifestar-se por turvação, mudança de cor, precipitação imediata do ativo ou formação de microcristais.
III. Sais sódicos altamente sensíveis a meios ácidos (como a ampicilina sódica e o aciclovir sódico) requerem diluentes de pH neutro ou ligeiramente alcalino como o soro fisiológico 0.9%, sofrendo rápida degradação por hidrólise ou precipitação física em veículos de caráter ácido como o soro glicosado 5%.
IV. A amiodarona é um exemplo clássico de fármaco que não deve ser diluído em soro glicosado 5% sob risco de cristalização instantânea induzida pela glicose, sendo o soro fisiológico 0.9% o diluente padrão-ouro exclusivo para esta molécula a fim de manter a isotonicidade da solução.

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