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Q3912963 Pedagogia
A análise dos planos e políticas públicas de educação no Brasil revela que esses instrumentos não são apenas dispositivos técnicos de planejamento, mas arenas de disputa em torno de prioridades, modelos de financiamento e concepções de direito à educação. Nesse sentido, a relação entre o Plano Nacional de Educação (PNE), os planos subnacionais e as políticas setoriais executivas expressa uma determinada lógica de governança educacional e de cooperação federativa. Considerando essa perspectiva, considera-se que os planos educacionais: 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O ponto decisivo era comparar as alternativas à luz da ideia de cooperação federativa: a correta é a que reconhece os planos educacionais como referência normativo-política de articulação entre metas, responsabilidades dos entes e mecanismos de indução, e não como peças facultativas, automáticas ou meramente administrativas.

Tema central: planos educacionais federativos
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque trata os planos como diretrizes facultativas dependentes basicamente da discricionariedade de estados e municípios. Isso contraria a função orientadora e articuladora dos planos na coordenação da política educacional e na cooperação federativa.
B
Certa
A alternativa B está correta porque identifica os planos educacionais como marcos normativos e políticos que orientam políticas, articulando metas nacionais, responsabilidades federativas e mecanismos de indução financeira. Essa caracterização corresponde ao papel atribuído aos planos no contexto brasileiro.
C
Errada
Está errada por dois motivos concretos: reduz os planos a pactos essencialmente técnicos e ainda afirma alinhamento automático entre metas nacionais, políticas locais e resultados. A base afirma que essa articulação depende de mediação política, capacidade institucional e cooperação, portanto não é automática nem exclusivamente técnica.
D
Errada
Está errada porque reduz os planos a instrumentos predominantemente administrativos de racionalização de gastos e coloca as metas pedagógicas sob primazia da eficiência orçamentária. Isso inverte a finalidade central dos planos, cujo eixo é o direito à educação e a coordenação de políticas, não a subordinação à lógica gerencial.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tratar planejamento educacional como peça apenas técnica, automática ou gerencial, quando o ponto correto era seu caráter político-normativo na coordenação federativa.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão mencionar PNE, planos subnacionais, governança e cooperação federativa, procure a alternativa que trate os planos como instrumentos de coordenação político-normativa.
  • Elimine opções que apresentem os planos como facultativos, porque isso nega sua função de orientação da política educacional.
  • Elimine enunciados que falem em alinhamento automático entre metas e resultados, porque a implementação depende de mediação política e cooperação.
  • Desconfie de alternativas que reduzam os planos à racionalização administrativa ou ao controle de gastos, apagando sua finalidade educacional e federativa.

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