A opção composta apenas por parasitas que podem ser encontr...
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Tema central: parasitas que circulam no sangue periférico e podem ser detectados por gota espessa (maior sensibilidade para triagem) e esfregaço delgado (melhor para identificação morfológica), corados por Giemsa/Wright. Estratégia: pense em protozoários intraeritrocitários, tripanossomatídeos no plasma e filárias com microfilárias circulantes.
Alternativa correta: A — Babesia spp, Trypanosoma spp e Loa loa.
- Babesia spp: protozoário intraeritrocitário; no esfregaço delgado vê-se anéis e o padrão em “Maltese cross”. Detectável em gota espessa/delgada (Harrison’s; UpToDate).
- Trypanosoma spp: T. cruzi (fase aguda) e T. brucei circulam como tripomastigotas no sangue, visíveis em esfregaços corados.
- Loa loa: filaríase com microfilárias diurnas no sangue periférico; pesquisa indicada por gota espessa/delgada no período diurno (OMS/WHO parasitologia; CDC).
Por que as demais estão incorretas?
B — Trichinella spiralis é tecidual (músculo); diagnóstico por biópsia/serologia, não em esfregaço de sangue. Leishmania donovani (calazar): amastigotas em medula óssea/baço/fígado; raramente vistas no sangue periférico. Capillaria philippinensis: nematódeo intestinal detectado em fezes.
C — Anisakis simplex: gastrenterite por ingestão de peixe; parasita gástrico, não sanguíneo. Wuchereria bancrofti: microfilárias no sangue (nocturnas), mas Onchocerca volvulus tem microfilárias na pele (escariação cutânea), não no sangue periférico.
D — Angiostrongylus costaricensis: parasita de artérias mesentéricas; não aparece em esfregaço sanguíneo. Plasmodium vivax é sanguíneo (sim), porém Trichinella não, tornando o conjunto inválido.
E — Enterocytozoon bieneusi: microsporídio intestinal (pesquisa em fezes/biopsia com colorações especiais/PCR). Angiostrongylus cantonensis: meningite eosinofílica; larvas podem estar no LCR, não no sangue periférico. Brugia malayi tem microfilárias no sangue (nocturnas), mas as outras do item não.
Dicas de prova: associe intraeritrocitário (Plasmodium, Babesia), plasmatídeos/tripomastigotas (Trypanosoma) e microfilárias com periodicidade (diurna: Loa loa; noturna: W. bancrofti, Brugia). Parasitas intestinais/tecidoais costumam não ser diagnosticados por esfregaço sanguíneo.
Referências essenciais: WHO Malaria Microscopy Manual; CDC DPDx (Parasitology); Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Diagnosis of malaria, babesiosis, trypanosomiasis, filariasis).
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1. Babesia spp: Protozoários intraeritrocitários transmitidos por carrapatos, responsáveis pela babesiose.
2. Trypanossoma spp: Protozoários causadores da doença de Chagas (Trypanosoma cruzi) ou tripanossomíase africana (Trypanosoma brucei).
3. Loa loa: Filaríase que circula no sangue periférico, transmitida por moscas do gênero Chrysops.
Alternativas incorretas:
B: Trichinella spiralis é encontrada em tecidos musculares, e não no sangue periférico.
C: Anisakis simplex é um nematoide que infecta o trato gastrointestinal, não o sangue.
D: Angiostrongylus costaricensis causa angiostrongilíase abdominal e está nos vasos do trato intestinal; Trichinella spiralis também não está no sangue.
A alternativa correta é: A - Babesia spp, Trypanossoma spp e Loa loa.
Justificativa: A pesquisa de parasitas no sangue periférico pode ser realizada através de lâminas de sangue devidamente coradas, utilizando-se as distensões espessa e delgada. Os parasitas mencionados na alternativa A podem ser encontrados no sangue periférico e são passíveis de diagnóstico através dessas técnicas:
- Babesia spp: Parasitas causadores da babesiose, encontrados no sangue de pacientes infectados, particularmente em hemácias.
- Trypanossoma spp: Causadores da doença de Chagas (Trypanosoma cruzi) e da tripanossomíase africana (Trypanosoma brucei), ambos podem ser diagnosticados no sangue.
- Loa loa: Causador da loase, pode ser diagnosticado através da observação de microfilárias no sangue.
Análise das alternativas incorretas:
[B] - Trichinella spiralis, Leichmania donovani e Cappilaria philippinensis:
- Trichinella spiralis: Encontrado principalmente em biópsias de músculo, não no sangue periférico.
- Leishmania donovani: Embora possa ser diagnosticada em amostras de medula óssea ou baço, não é típica de ser observada no sangue periférico.
- Capillaria philippinensis: Geralmente diagnosticada em fezes, não no sangue periférico.
[C] - Anisakis simplex, Wuchereria bancrofti e Onchocera volvulus:
- Anisakis simplex: Causa infecção por ingestão de peixes crus, não se encontra no sangue periférico.
- Wuchereria bancrofti e Onchocera volvulus: Embora possam ser diagnosticados através da observação de microfilárias no sangue, estão ausentes em "Anisakis simplex", que é um verme parasitário marinho.
[D] - Angiostrongylus costaricensis, Plasmodium vivax e Trichinella spiralis:
- Angiostrongylus costaricensis: As larvas podem ser encontradas no sangue, mas o diagnóstico é mais comum em fezes ou em biópsias.
- Plasmodium vivax: Causa malária e é detectado no sangue periférico, mas a associação com "Trichinella spiralis" não é apropriada, pois esse parasita não é encontrado no sangue.
[E] - Enterocytozoon bieneusi, Angiostrongylus cantonensis e Brugia malayi:
- Enterocytozoon bieneusi: Protozoário que afeta o sistema gastrointestinal, não se encontra no sangue periférico.
- Angiostrongylus cantonensis e Brugia malayi: São parasitas que podem ser observados no sangue periférico, mas a inclusão de "Enterocytozoon bieneusi" torna esta alternativa incorreta.
Em resumo:
A alternativa A é a mais apropriada, pois todos os parasitas mencionados (Babesia spp, Trypanossoma spp e Loa loa) podem ser encontrados no sangue periférico e diagnosticados com as distensões espessa e delgada do sangue.
Pontos chave:
♦ Babesia spp, Trypanossoma spp e Loa loa são parasitas que podem ser diagnosticados no sangue periférico.
♦ A pesquisa no sangue é feita por distensão espessa e delgada.
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