As doenças cerebrovasculares estão entre as dez principais ...
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Tema central: O foco da questão é acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico em crianças, identificando condições clínicas associadas ao seu risco. Conhecer essas causas é fundamental para atuação clínica na Neuropediatria, visto que a apresentação do AVE pediátrico difere do adulto e suas etiologias são, muitas vezes, próprias dessa faixa etária.
Justificativa da alternativa correta – D (Síndrome de Landau-Kleffner):
A Síndrome de Landau-Kleffner é uma encefalopatia epiléptica caracterizada por regressão da linguagem e crises epilépticas em crianças previamente hígidas. Não há relação etiológica conhecida com fenômenos vasculares, trombóticos ou de oclusão arterial cerebral, essenciais para a ocorrência de AVE isquêmico. Por isso, destaca-se como a única alternativa sem vínculo com essa condição.
Análise das alternativas incorretas:
A) Anemia falciforme: A doença provoca falcização das hemácias, tornando-as rígidas e favorecendo a oclusão microvascular cerebral. Segundo o PCDT do AVE Isquêmico Agudo (Ministério da Saúde/2023, p.8): “Pacientes com anemia falciforme possuem risco elevado de AVE isquêmico na infância”.
B) Doença cardíaca congênita: Malformações cardíacas aumentam o risco embólico cerebral, principalmente nas que cursam com shunts, gerando trombos que podem migrar ao sistema nervoso central e causar AVE isquêmico.
C) Doença de Moyamoya: Vasculopatia progressiva, caracterizada por estenose das artérias cerebrais internas, aumenta o risco de isquemia por limitação do fluxo sanguíneo cerebral, sendo causa clássica de AVE isquêmico na infância (PCDT, p.9).
E) Trombofilias: Distúrbios hereditários ou adquiridos da coagulação, como déficit de proteína C, S ou antitrombina III, levam à formação de trombos venosos e arteriais, predispondo ao AVE isquêmico.
Dicas de prova: Atenção a palavras-chave como “EXCETO”, frequente em concursos médicos, exigindo foco em exclusão. Aproveite termos técnicos claros como “isquêmico”, “trombose”, “vasculopatia” para guiar seu raciocínio. Síndromes epilépticas (como a de Landau-Kleffner) não são causas vasculares!
Resumo: As alternativas A, B, C e E apresentam patologias direta ou indiretamente associadas ao aumento do risco de AVE isquêmico pediátrico, enquanto a Síndrome de Landau-Kleffner é uma encefalopatia epiléptica, sem relação com eventos vasculares.
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Os riscos para AVEI são divididos em 2: modificáveis e não modificáveis.
Os não modificáveis são constituídos pela idade, sexo, raça/etnia e genética/história familiar; enquanto os modificáveis incluem: hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, dislipidemias, obesidade, diabetes mellitus, tabagismo, alcoolismo, hematócrito elevado/processo inflamatório, doença periodontal e anticorpo antifosfolipídeo.
A causa mais comum de acidente vascular cerebral (AVC) na infância é a anemia falciforme;
A Doença de Moyamoya (DMM) é uma forma incomum de doença cerebrovascular oclusiva crônica, que acomete artérias do sistema nervoso central, provocando tromboses, isquemias e hemorragias intraparenquimatosas;
Por exclusão, a única que não encontrei relação com AVEI é a síndrome de Landau-Kleffner.
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