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Q1646187 Medicina
D.G.M, 2 anos é acompanhado ambulatorialmente pela neuropediatria por suspeita de síndrome de Dravet. Vinha apresentando regressão do desenvolvimento neurológico, ataxia, sinais piramidais, bem como mioclonias interictais. Iniciou quadro com crises convulsivas febris atípicas, evoluindo para crises focais e abalos mioclônicos de difícil controle. Dentre as drogas abaixo, aquela que está contra-indicada no caso do paciente em questão é:
Alternativas

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Tema Central: A questão aborda o manejo farmacológico da Síndrome de Dravet, uma forma de epilepsia infantil grave que se caracteriza por convulsões febris atípicas, mioclonias e regressão do desenvolvimento neurológico.

Justificativa para a Alternativa Correta (B - Carbamazepina): Na Síndrome de Dravet, é crucial evitar medicamentos que possam agravar as crises. A carbamazepina e outros bloqueadores de canais de sódio, como a lamotrigina, podem piorar as crises epilépticas nesta condição. Isso ocorre porque a carbamazepina prolonga a inativação dos canais de sódio, o que pode exacerbar as crises mioclônicas e febris, características da síndrome.

Análise das Alternativas Incorretas:

  • A - Ácido valpróico: É frequentemente utilizado no manejo da Síndrome de Dravet devido à sua eficácia em controlar crises mioclônicas e tônico-clônicas. Funciona aumentando os níveis de GABA, um neurotransmissor inibitório, ajudando a estabilizar a atividade neuronal.
  • C - Levetiracetam: É uma escolha comum para tratar diversos tipos de epilepsia, incluindo a Síndrome de Dravet, por sua eficácia e bom perfil de segurança. Atua modulando a liberação de neurotransmissores.
  • D - Estiripentol: É indicado como tratamento adjuvante na Síndrome de Dravet e é eficaz quando combinado com ácido valpróico e clobazam. Ele potencializa os efeitos do GABA.
  • E - Clobazam: Utilizado como tratamento adjuvante, é efetivo no controle das crises epilépticas na Síndrome de Dravet, atuando como um modulador do receptor GABA.

Dicas Clínicas: No diagnóstico e manejo da Síndrome de Dravet, é importante reconhecer a história clínica de crises febris atípicas e a evolução para crises mais complexas. Exames genéticos frequentemente revelam mutações no gene SCN1A, que codifica uma subunidade dos canais de sódio.

Diretrizes Importantes: De acordo com as diretrizes da International League Against Epilepsy (ILAE), é recomendado evitar bloqueadores de canais de sódio em pacientes com Síndrome de Dravet, reforçando a escolha por alternativas como ácido valpróico, clobazam e estiripentol.

Estratégia para Evitar Erros: Preste atenção às contraindicações específicas de medicamentos em condições neurológicas raras. Perguntas sobre epilepsias específicas frequentemente exigem conhecimento sobre quais agentes farmacológicos são benéficos ou prejudiciais.

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A alternativa correta é a letra B, Carbamazepina. A síndrome de Dravet é uma forma de epilepsia refratária que afeta crianças pequenas e envolve crises febris atípicas que podem progredir para crises focais e mioclonias interictais. O tratamento desse tipo de epilepsia envolve terapia com múltiplas drogas antiepilépticas. No entanto, Carbamazepina é conhecida por piorar a condição de pacientes com síndrome de Dravet, aumentando o risco de crises convulsivas e mioclonias. Portanto, essa droga está contra-indicada para pacientes com essa condição. As outras opções listadas são drogas comumente utilizadas no tratamento da síndrome de Dravet e não apresentam contra-indicações específicas para pacientes com essa condição.

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