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Q1646186 Medicina
G.B.P, 2 anos, estava a caminho do hospital com quadro de febre a esclarecer, quando iniciou um episódio de crise convulsiva tônico-clônica generalizada. Chegou à emergência com paciente ainda em crise, há 3 minutos, e cessou logo em seguida, sem necessidade de anticonvulsivante. Estava em vigência de febre o momento. Mãe refere que foi o primeiro episódio do paciente. Relata início de febre há 24 horas associada tosse, espirros e secreção nasal fluida. A conduta apropriada no atendimento do médico da emergência neste caso é:
Alternativas

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Tema Central: A questão aborda um caso de crise convulsiva febril em uma criança de 2 anos, o que é uma situação comum em pediatria. Crises febris ocorrem em crianças pequenas durante o aumento rápido da temperatura corporal, e geralmente são benignas.

Justificativa para a Alternativa Correta: A alternativa E é a correta, pois a conduta apropriada neste caso é o controle da febre e orientação à família sobre a benignidade do quadro. Crises febris simples são caracterizadas por serem generalizadas, durarem menos de 15 minutos, não se repetirem em 24 horas e ocorrem em crianças entre 6 meses e 5 anos. Sendo o primeiro episódio e considerando a idade e os sintomas de infecção respiratória, a conduta é observacional e educativa, conforme diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Análise das Alternativas Incorretas:

A - Tomografia de crânio: Não é indicada em casos típicos de convulsão febril simples, conforme descrito, pois não há sinais de alarme neurológico que justifiquem essa investigação.

B - Eletroencefalograma: Não é necessário para crises febris simples, já que o EEG não altera a conduta nessas situações e não é útil para diagnóstico de síndromes convulsivas nesta faixa etária com quadro típico de febre.

C - Encaminhamento para o Neuropediatra e início de droga antiepiléptica: É uma abordagem excessiva para um primeiro episódio de crise febril simples. A maioria das crianças com crises febris não desenvolve epilepsia e não precisa de tratamento antiepiléptico.

D - Punção lombar: Indicada apenas se houver sinais de meningoencefalite, como rigidez de nuca ou outras alterações neurológicas. Neste caso, os sintomas são consistentes com uma infecção respiratória viral.

Resumo: Seguindo as diretrizes e compreendendo a natureza benigna das crises febris simples, a conduta mais adequada é tranquilizar os pais e controlar a febre, evitando exames e tratamentos desnecessários.

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No caso apresentado, o paciente G.B.P, de 2 anos de idade, apresentou uma crise convulsiva tônico-clônica generalizada enquanto estava a caminho do hospital com quadro de febre. A conduta apropriada do médico da emergência, nesse caso, é controlar a febre e orientar a família quanto à benignidade do quadro. O paciente apresentou um quadro provável de convulsão febril, que é uma condição comum em crianças, geralmente benigna e autolimitada. Não há indicação de realização de exames de imagem ou punção lombar neste momento e nem necessidade de encaminhamento para o neuropediatra para início de droga antiepiléptica. O tratamento deve ser focado no controle da febre e no acompanhamento da evolução do quadro.

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