Durante o atendimento odontológico de pacientes com históric...

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Q3768974 Odontologia
Durante o atendimento odontológico de pacientes com histórico de acidente vascular cerebral (AVC), o cirurgião-dentista deve considerar uma série de precauções clínicas para garantir a segurança do paciente.

Assinale a alternativa correta com base nesse contexto.
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A decisão depende do tempo desde o AVC/AIT: na base, evento isquêmico intracerebral recente é exemplo de ASA 4 na classificação ASA, enquanto evento remoto não recente pode ser ASA 3. No cenário de risco recente, a conduta odontológica é restringir procedimentos eletivos e manter preferencialmente apenas atendimentos emergenciais.

Tema central: ASA no pós-AVC
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por transformar o manejo pós-AVC em regra fixa de 3 meses para qualquer procedimento e por afirmar que, a partir daí, o paciente passa a ser ASA 3 de forma automática. A base é explícita em dois pontos: a classificação ASA depende da gravidade global e da estabilidade clínica, não só de um marco temporal isolado; e, no contexto odontológico, muitos materiais trabalham com maior cautela para eletivos por até 6 meses. A alternativa mistura de forma indevida o exemplo temporal da ASA com uma liberação universal de procedimentos.
B
Certa
A alternativa B é a correta porque descreve o cenário de maior risco após um evento cerebrovascular recente, no qual o paciente não deve ser tratado como baixo risco. É importante separar os dois planos: a classificação ASA formal citada na base usa como exemplo de ASA 4 o evento isquêmico intracerebral recente dentro de 3 meses; já o gabarito oficial adotou uma leitura odontológica conservadora para o atendimento, restringindo eletivos no período recente, com preferência por urgências e emergências. Entre as opções, B é a que melhor traduz essa limitação do manejo.
C
Errada
Está errada porque rebaixa indevidamente o risco. AVC há menos de 6 meses não corresponde a ASA 2, que é classe de doença sistêmica leve. Além disso, o uso de antiplaquetário não muda a gravidade do antecedente cerebrovascular nem reduz a classificação ASA. A base destaca expressamente que prevenção secundária medicamentosa não transforma um paciente com AVC recente em baixo risco.
D
Errada
Está errada pelo absolutismo da frase. A base afirma que não é correto dizer que anestésico sem vasoconstrictor é sempre a melhor escolha em pacientes com história de AVC. A decisão depende de estabilidade hemodinâmica, controle pressórico, necessidade de anestesia eficaz e dose total de vasoconstrictor. Evitar vasoconstrictor de forma indiscriminada pode gerar anestesia insuficiente, dor e aumento de estresse adrenérgico, o que é tecnicamente inadequado nesse cenário.
E
Errada
Está errada porque minimiza a isquemia cerebral transitória. A base trata AIT/ICT como evento cerebrovascular relevante, especialmente se recente, e deixa claro que isso não autoriza classificação automática como ASA 2 nem atendimento odontológico normal. O critério decisivo continua sendo tempo desde o evento e estabilidade clínica atual; portanto, a alternativa simplifica de modo incorreto uma condição que exige cautela.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre a classificação ASA formal, cujo exemplo clássico usa evento cerebrovascular recente em janela menor, e a conduta odontológica prática mais conservadora, que costuma ampliar a restrição de eletivos por até 6 meses; além disso, tentou induzir erro com rebaixamento indevido do risco por uso de antiplaquetário e com a ideia falsa de que anestésico sem vasoconstrictor é sempre a melhor opção.
Dica para questões semelhantes
  • Em história recente de AVC ou AIT, primeiro estratifique o risco pelo tempo desde o evento; evento recente não é ASA 2.
  • Se a questão abordar atendimento odontológico após AVC recente, procure a alternativa que adia eletivos e prioriza urgências/emergências.
  • Não aceite reclassificação de risco baseada apenas em uso de antiplaquetário; isso não reduz a gravidade do antecedente cerebrovascular.
  • Desconfie de alternativas absolutas sobre anestésico local em pacientes cardiovasculares ou cerebrovasculares.

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Pacientes IM, AVC, AIT < 3 meses = ASA 4

Pacientes IM, AVC, AIT > 3 meses = ASA 3

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