Leia o caso a seguir. A.V., 48 anos, foi agredida por um cã...
A.V., 48 anos, foi agredida por um cão conhecido (de sua vizinha) que lhe mordeu na mão esquerda, na região glútea direita e lhe arranhou na hemiface esquerda, onde houve um ferimento profundo de 2 cm. A.V. buscou o serviço de saúde.
A conduta recomendada neste caso é
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Tema central da questão: A questão aborda profilaxia pós-exposição à raiva humana, um dos mais importantes protocolos de saúde pública para prevenção de doença letal após agressão por cão ou gato.
Justificativa da alternativa correta (D – aguardar e observar o cão por 10 dias, inicialmente):
Segundo o Ministério da Saúde, quando um indivíduo é mordido por cão conhecido e saudável, este pode ser observado por 10 dias. Se o animal permanecer saudável nesse período, não há indicação de vacinação ou soroterapia para o paciente. Isso ocorre porque um cão infectado e capaz de transmitir raiva necessariamente manifestará sintomas e morrerá em até 10 dias. Essa conduta é segura, economiza recursos e evita reações adversas desnecessárias.
Citação literal do protocolo: “Nos casos de agressão por cães e gatos, quando possível, observar o animal por 10 dias para ver se ele manifesta doença ou morre. Caso o animal adoeça, desapareça ou morra nesse período, informar o serviço de saúde imediatamente.” (Ministério da Saúde – Manual de Vigilância da Raiva, 2019).
Análise das alternativas incorretas:
A) Apenas lavar e suturar as regiões.
Errado: A lavagem do ferimento com água e sabão é fundamental, mas não suficiente. Suturar locais de risco para raiva deve ser evitado e a avaliação para profilaxia é obrigatória.
B) Iniciar a profilaxia com vacina e soro ou imunoglobulina.
Errado: Para animais conhecidos e observáveis, não se inicia a profilaxia imediatamente. Só indicar se houver sinais de doença, morte ou desaparecimento do animal nesse período.
C) Iniciar a profilaxia com imunoglobulina por se tratar de um acidente grave.
Errado: A gravidade do ferimento, por si, não determina a necessidade de iniciar soroterapia quando o animal é conhecido e pode ser observado.
Pontos-chave e estratégias:
- Observe sempre se o animal é conhecido, saudável e passível de observação – isso muda totalmente a conduta.
- Pegadinha frequente: não se apresse em indicar vacina ou soro se o protocolo pede observação.
Protocolos e referência: Manual de Vigilância da Raiva Humana e Animal – Ministério da Saúde, 2019 (p. 25-26); Harrison’s Principles of Internal Medicine, 20th edition.
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