Leia o caso a seguir. D., 28 anos, auxiliar de enfermagem t...

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Q2382802 Medicina
Leia o caso a seguir.

D., 28 anos, auxiliar de enfermagem teve um acidente perfurocortante ao puncionar um paciente com SIDA, multiexperimentado em TARV.

A conduta indicada, de acordo com PCDT de PEP 2023 nesse caso é
Alternativas

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Tema central: A questão aborda a conduta imediata diante de acidente ocupacional com material biológico em profissional da saúde, cujo paciente-fonte é portador de HIV (SIDA), multiexperimentado em TARV. O foco é a escolha correta da profilaxia pós-exposição (PEP) ao HIV.

Justificativa da alternativa correta (C):
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para PEP 2023 do Ministério da Saúde, página 27:
“Quando recomendada a PEP, independentemente do tipo de exposição ou do material biológico envolvido, o esquema antirretroviral preferencial indicado deve ser a combinação tenofovir/lamivudina + dolutegravir.”
A escolha pelo dolutegravir se deve à alta barreira genética à resistência, perfil de toxicidade favorável e regime de dose única diária — fundamentais diante do risco elevado de resistência do vírus em pacientes multiexperimentados.

Análise das alternativas incorretas:

A) Solicitar genotipagem antes de definir o esquema.
Incorreto, pois o início da PEP deve ser imediato (ideal: até 2 horas, máximo 72h após o acidente), independentemente de resultados laboratoriais prévios, incluindo a genotipagem.

B) Tenofovir/Lamivudina + Darunavir/Ritonavir.
Embora seja alternativa aceitável em casos especiais (ex.: resistência ou contraindicação ao dolutegravir), não é o esquema preferencial. O protocolo prioriza dolutegravir por sua maior adesão e perfil de segurança.

D) Dolutegravir de 12/12 horas.
Erro de posologia: O Dolutegravir é administrado 1 vez ao dia (24/24h) para PEP, salvo situações muito específicas.

Dicas e estratégias: Nas provas, fique atento a pegadinhas como posologia incorreta ou exigência de exames prévios antes de conduta emergencial. Lembre-se: PEP deve ser iniciada o mais rápido possível após a exposição, com esquema preferencial segundo o protocolo atualizado.

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A questão apresentada refere-se à conduta para profilaxia pós-exposição (PEP) a HIV. A resposta correta é a alternativa C, que indica a prescrição de Tenofovir/Lamivudina e Dolutegravir por 28 dias. Essa recomendação está de acordo com as diretrizes atuais de tratamento pós-exposição ao HIV. A alternativa A está incorreta porque a genotipagem do paciente fonte não é uma condição para a iniciação imediata da PEP, o que deve ser realizado o mais rápido possível após a exposição. A alternativa B está incorreta porque o Darunavir/Ritonavir não é a terapia de escolha de linha de frente para PEP segundo as diretrizes mais recentes, que preferem o Dolutegravir devido ao seu perfil de eficácia, tolerabilidade e barreira genética a resistência. Por fim, a alternativa D propõe uma dosagem de 12/12 horas, que não é necessária para o Dolutegravir, que tem uma dose recomendada de uma vez por dia. Portanto, a conduta correta é a prescrição do regime composto por Tenofovir/Lamivudina e Dolutegravir por 28 dias, que oferece bom perfil de eficácia e tolerabilidade, além de ser prático em termos de adesão ao tratamento.

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