Leia o caso a seguir. E., 42 anos, com história de stent fa...
E., 42 anos, com história de stent farmacológico há três meses e em uso AAS e clopidogrel, procurou a unidade de saúde X relatando que há três dias iniciou com quadro de febre alta, dor no corpo, prostração e artralgia. No hemograma observou-se 100.000 plaquetas.
A conduta indicada neste caso, segundo o Ministério da Saúde do Brasil, além da hidratação, é
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Tema central da questão: O cenário apresentado aborda o manejo da síndrome febril aguda em paciente com suspeita de dengue, portador de stent farmacológico recente, em uso de AAS e clopidogrel, com plaquetopenia (100.000/mm³).
Justificativa para a alternativa correta (C):
Em pacientes com contagem de plaquetas superior a 50.000/mm³ e histórico de doença coronariana recente, como na situação apresentada, não está indicada a suspensão do AAS ou do clopidogrel de forma rotineira, visto que isso aumenta consideravelmente o risco de complicações trombóticas.
De acordo com o Protocolo do Ministério da Saúde (MS, 6ª ed., p. 67):
“Pacientes submetidos à angioplastia com stents farmacológicos há menos de seis meses devem manter o AAS, desde que o número de plaquetas seja superior a 50.000/mm³.”
A condução deve ser o acompanhamento ambulatorial com monitoramento da plaquetometria, visto que não há sinais de alarme nem critério para internação. A suspensão do AAS, principalmente em período tão recente de implante, aumenta o risco de trombose do stent, complicação potencialmente fatal.
Análise das alternativas incorretas:
A) Errada. Suspender os antiagregantes nesse contexto expõe paciente a alto risco trombótico sem justificar do ponto de vista do protocolo (plaquetas > 50.000).
B) Errada. Embora manter ambos antiagregantes seja frequentemente necessário no período de stent farmacológico recente, a indicação da internação não se faz sem sinais de gravidade ou plaquetopenia acentuada.
D) Errada. Suspender o clopidogrel pode ser uma estratégia após o tempo mínimo de dupla antiagregação, porém a internação é desnecessária neste caso.
Pontos-chave e armadilhas:
- Nível das plaquetas é decisivo; muitos candidatos confundem as indicações de suspensão dos antiagregantes ou internação.
- O risco de trombose por suspensão precoce do AAS supera o risco hemorrágico nessa faixa de plaquetopenia.
- Diretrizes do Ministério da Saúde e evidências do Harrison’s Principles of Internal Medicine reforçam essas condutas.
Resumo: A alternativa C está correta porque orienta a manutenção dos antiagregantes e seguimento ambulatorial com contagem diária de plaquetas, em alinhamento com protocolos e boa prática clínica.
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