Leia o caso a seguir. Paciente M., de 26 anos, é primigesta...

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Q2382799 Medicina
Leia o caso a seguir.

Paciente M., de 26 anos, é primigesta de 13 semanas e teve teste da mamãe reagente para Toxoplasmose com os seguintes resultados: IG negativo e IGM reagente.

A conduta indicada nesse caso é
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Tema central: A questão aborda a conduta frente à toxoplasmose aguda na gestação, tema de alta relevância para o infectologista dada a gravidade da transmissão vertical e suas consequências fetais.

Por que a alternativa B está correta?

Uma gestante com IgG negativo e IgM reagente para toxoplasmose apresenta um resultado que pode indicar infecção aguda ou um falso positivo. Neste contexto, segundo a Nota Técnica nº 100/2022-CGPAM/DSMI/SAPS/MS (p. 11): “Em gestantes com IgG negativo e IgM positivo, deve-se repetir a sorologia em 2 a 3 semanas, iniciando Espiramicina imediatamente.” O objetivo é evitar a transmissão vertical precoce enquanto se aguarda a confirmação diagnóstica através da eventual soroconversão do IgG. A espiramicina é segura neste período pré-confirmação e não é teratogênica, sendo a estratégia recomendada em protocolos nacionais e internacionais (ex: UpToDate, Ministério da Saúde).

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Teste de avidez de IgG e tratar de acordo com o resultado: O teste de avidez de IgG não é útil quando IgG é negativo, pois não há anticorpos IgG para analisar a avidez. Essa conduta demonstra desconhecimento da aplicação laboratorial do teste.

C) Iniciar Sulfadiazina, Pirimetamina e Ácido Folínico: Essa associação é utilizada apenas após confirmação de infecção fetal (por PCR de líquido amniótico ou sinais ultrassonográficos), devido ao potencial teratogênico da pirimetamina no primeiro trimestre. Antecipar esse tratamento pode expor o feto a riscos desnecessários.

D) Solicitar amniocentese imediatamente: A amniocentese é indicada após confirmação de infecção materna e geralmente apenas após a 18ª semana para evitar riscos ao feto. Não se justifica sua realização precoce nesta circunstância.

Estratégias para questões semelhantes: Fique atento a termos laboratoriais (“avidez só é útil com IgG positivo”), indicações e contraindicações dos esquemas terapêuticos na gestação e tempos ideais dos exames invasivos. Não inicie tratamentos agressivos ou procedimentos invasivos sem confirmação diagnóstica adequada.

Referências essenciais: Utilize a Nota Técnica nº 100/2022 do Ministério da Saúde (p. 11) e manuais clássicos como Harrison’s Principles of Internal Medicine para embasar sua prática e resolução de provas.

Resumo: A alternativa B é a correta, pois protege o feto enquanto se esclarece se há infecção materna recente, evitando tratamentos desnecessários e respeitando protocolos atualizados.

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A alternativa B é a resposta correta porque indica uma abordagem inicial conservadora e não invasiva para gestantes com resultado reagente para IgM e negativo para IgG em testes de toxoplasmose. A espiramicina é um antibiótico macrolídeo que é prescrito para gestantes com toxoplasmose a fim de diminuir o risco de transmissão vertical (da mãe para o feto). A repetição dos testes de IgG e IgM em 2 ou 3 semanas é uma estratégia para verificar se os resultados iniciais foram ou não falsos positivos, uma vez que o IgM pode ser detectado erroneamente em alguns casos. A alternativa A não é imediatamente indicada, pois o teste de avidez de IgG é mais útil para avaliar a cronologia da infecção e só é indicado se houver a confirmação de soroconversão para IgG. A alternativa C seria apropriada apenas se houvesse um diagnóstico confirmado de infecção aguda e se identificasse a necessidade de tratamento completo para toxoplasmose na gestante, o que inclui a combinação de sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico, mas essa combinação é mais teratogênica e só deve ser usada se houver certeza da infecção aguda no período gestacional. Já a alternativa D propõe uma aminiocentese, que é um procedimento invasivo para excluir infecção fetal, mas não é indicada nesta fase inicial antes de confirmar a infecção e avaliar a necessidade de investigação mais aprofundada da saúde do feto. Portanto, a alternativa B representa a conduta mais adequada e segura conforme as práticas recomendadas em obstetrícia para casos suspeitos de toxoplasmose na gravidez.

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