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Q3988997 Saúde Pública
A organização do Sistema Único de Saúde (SUS) está fundamentada na Constituição Federal de 1988, detalhada pelas Leis nº 8.080/1990 e nº 8.142/1990 e regulamentada pelas normas e Política Nacional de Atenção Básica (PNAB). Considerando um município de pequeno porte, com baixa densidade populacional e recursos limitados, buscando garantir a integralidade da atenção à saúde para seus habitantes, qual das seguintes estratégias reflete a abordagem mais complexa e que exige maior articulação interfederativa para a efetivação dos princípios do SUS, especialmente na garantia da atenção de média e alta complexidade? 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Município pequeno, com baixa densidade populacional e recursos limitados, exigia uma solução de rede regionalizada para garantir média e alta complexidade, com pactuação entre entes.

Tema central: Regionalização no SUS
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque propõe autonomia municipal com infraestrutura hospitalar para diversos níveis de complexidade, o que contraria o limite estrutural do pequeno município com poucos recursos e não corresponde à estratégia de maior articulação interfederativa pedida na questão.
B
Certa
A alternativa B está certa porque prevê consórcio intermunicipal, gestão compartilhada de serviços especializados e pactuação de fluxos de referência e contrarreferência com municípios vizinhos e a esfera estadual, em conformidade com a regionalização. Esse é o arranjo adequado para garantir a integralidade da atenção em pequeno município.
C
Errada
Está errada porque, embora valorize a atenção básica, trata a média e a alta complexidade como responsabilidade principalmente do Estado. O problema é reduzir indevidamente a lógica de cogestão e pactuação interfederativa da rede, quando a questão exigia participação ativa do município na organização regional.
D
Errada
Está errada porque admite complementaridade privada operando com flexibilidade em relação à rede pública e ao planejamento regional integrado. Isso confronta o núcleo cobrado, que é a ordenação pública da rede regionalizada e articulada entre os entes.
E
Errada
Está errada porque a telemedicina pode funcionar como apoio, mas não substitui a estrutura necessária de regionalização, referência e contrarreferência e articulação assistencial para garantir média e alta complexidade. A questão pedia a estratégia estrutural mais complexa de organização do SUS, não uma ferramenta isolada.
Pegadinha da questão
A confusão era achar que fortalecer a atenção básica local, buscar autonomia municipal, usar telemedicina ou recorrer ao setor privado dispensaria a rede regionalizada; o ponto correto era perceber que a integralidade, na média e alta complexidade, depende de pactuação e articulação interfederativa.
Dica para questões semelhantes
  • Se o caso envolver município pequeno e recursos limitados, descarte como preferencial a autossuficiência em média e alta complexidade e procure soluções regionalizadas.
  • Quando a questão falar em integralidade além da atenção básica, verifique se a alternativa prevê rede hierarquizada, referência e contrarreferência.
  • Em temas de SUS, delegação unilateral ao Estado não substitui cogestão e pactuação interfederativa.
  • Ferramentas de apoio, como telemedicina, não eliminam a necessidade de organização regional da assistência.

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