Em relação ao glaucoma maligno, assinale a alternativa incor...

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Ano: 2023 Banca: IBFC Órgão: EBSERH Prova: IBFC - 2023 - EBSERH - Médico - Oftalmologia |
Q2637262 Medicina

Em relação ao glaucoma maligno, assinale a alternativa incorreta.

Alternativas

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Tema central: O foco da questão é o glaucoma maligno, uma complicação rara, porém grave, mais frequentemente relacionada a intervenções cirúrgicas (especialmente em olhos portadores de glaucoma de ângulo fechado). Trata-se de um diagnóstico relevante, pois exige manejo clínico diferenciado e conhecimento de suas particularidades fisiopatológicas.

Justificativa da alternativa incorreta (C): A presença de íris bombé não é característica do glaucoma maligno. O termo "íris bombé" se refere à convexidade da íris anterior causada por bloqueio pupilar, fenômeno típico do glaucoma agudo de ângulo fechado. Já no glaucoma maligno, ocorre encurtamento da câmara anterior e rotação anterior do corpo ciliar, sem formação do “bombé”. Isso é reconhecido em consensos e obras como Kanski e no Manual de Oftalmologia Clínica (Kanski, 9ª ed., p. 421-422).

Análise das alternativas corretas:

A) Correta. O glaucoma maligno é mais comum após cirurgias antiglaucomatosas em olhos com predisposição anatômica (ângulo fechado). Segundo o PCDT/MS: “Procedimentos cirúrgicos podem desencadear complicações complexas, exigindo acompanhamento atento do paciente.”

B) Correta. O quadro clássico é aumento da pressão intraocular súbito com redução significativa da profundidade da câmara anterior – dado fundamental para o diagnóstico diferencial com outras complicações pós-cirúrgicas.

D) Correta. A rotação anterior do corpo ciliar e contato próximo com o equador do cristalino são hallmarks ultrassonográficos do glaucoma maligno, conforme evidenciado em revisões sistemáticas (UpToDate; Kanski).

E) Correta. O tratamento inclui cicloplégicos/midriáticos (como atropina), para promover o aprofundamento da câmara anterior e aliviar a aposição dos tecidos intraoculares, além de medidas para reduzir a PIO.

Dicas para provas: Atente para termos clássicos (como íris bombé, profundidade da câmara anterior) e sua associação ao mecanismo fisiopatológico de cada subtipo de glaucoma. Palavras-chave podem induzir a erro – lembre-se: íris bombé = bloqueio pupilar; glaucoma maligno = bloqueio aquoso posterior ao cristalino, sem íris bombé.

Referências essenciais: Kanski J. Oftalmologia Clínica, 9ª ed.; PCDT Glaucoma/MS; UpToDate – Malignant Glaucoma Management.

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