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Q1335133 Medicina
A origem embriológica do intestino grosso reflete-se na distribuição arterial. A porção direita é irrigada pela artéria mesentérica superior através de seus ramos ileocecocólico, cólica direita e cólica média, enquanto o cólon esquerdo é irrigado pela artéria mesentérica inferior, que se origina cerca de 3 a 4 cm acima da bifurcação da aorta (3ª vértebra lombar), através das artérias cólica esquerda, sigmoidianas e retal superior. No suprimento arterial, verificam-se pontos de descontinuidade das artérias marginais que podem ser sede de isquemia. São eles, o ponto crítico de Griffith e o de Sudeck. Tais pontos se localizam na flexura
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Tema central: A questão aborda a suscetibilidade à isquemia do intestino grosso em áreas conhecidas por sua irrigação arterial frágil, denominadas pontos críticos de Griffith e Sudeck. Compreender esses pontos é essencial para atuação clínica, anatomia patológica e em procedimentos de necrópsia, setores onde identificar áreas de hipóxia tecidual faz parte do cotidiano do Técnico em Anatomia e Necrópsia.

Justificativa da alternativa correta (E): A alternativa E aponta dois locais-chave no cólon:

  • Flexura esplênica (ponto de Griffith): É a região de transição vascular entre os ramos da artéria mesentérica superior (AMS) e inferior (AMI), com anastomoses variáveis e, frequentemente, insuficientes. Por isso, é zona de grande vulnerabilidade à isquemia, especialmente em condições de baixo débito ou estenose vascular (Robbins & Cotran – 10ª Ed., cap. 14).
  • Entre a sigmoideia inferior e a retal superior (ponto de Sudeck): Situa-se na junção retossigmoideana, onde há transição da irrigação entre as artérias sigmoideanas e a artéria retal superior. A descontinuidade pode favorecer lesão isquêmica (Moore, Dalley & Agur, “Anatomia Orientada para a Clínica”, p. 281).

Essas características anatômicas sustentam a alternativa E como correta.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Não existe ponto crítico no ceco; o ponto de Sudeck não é nessa localização.
  • B) Não há ponto crítico na região gástrica; flexura hepática também não se enquadra.
  • C) A gástrica não faz fronteira vascular relevante com o cólon.
  • D) O ponto de Sudeck não está na flexura hepática.

Estratégias de prova: Atente-se para nomes anatômicos: flexura esplênica está sempre relacionada ao ponto de Griffith, e junção retossigmoideana ao ponto de Sudeck. Palavras como “gástrica” ou “hepática” são pegadinhas, pois não correspondem às áreas de transição arterial do cólon.

Resumo normativo: Não há protocolos nacionais detalhando esses pontos, mas a área clínica reconhece ambos como essenciais na avaliação de riscos de isquemia intestinal.

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A questão aborda a distribuição arterial do intestino grosso e pontua a presença de pontos críticos de descontinuidade nas artérias marginais que podem levar a isquemia. O primeiro ponto crítico é conhecido como ponto de Griffith e o segundo ponto é o de Sudeck. A alternativa correta é a E, que afirma que esses dois pontos estão localizados entre a sigmoideia inferior e a retal superior, respectivamente. É importante que o aluno compreenda a importância do conhecimento da distribuição arterial para entender as possíveis complicações que podem ocorrer nessa região, como a obstrução arterial, que pode levar à isquemia e até mesmo à necrose do tecido.

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