Em um hospital público, dois medicamentos genéricos são util...

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Q3455296 Farmácia
Em um hospital público, dois medicamentos genéricos são utilizados para tratar a mesma condição clínica e demonstraram eficácia e segurança equivalentes em ensaios clínicos comparativos. Em outro cenário, uma nova intervenção farmacológica foi proposta para uma doença crônica, com impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes, medida por anos de vida ajustados por qualidade (QALY). Com base nesses contextos, assinale a alternativa que associa corretamente o tipo de análise farmacoeconômica mais apropriada para cada situação descrita:
Alternativas

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Alternativa correta: E

1. Tema central da questão:

A questão aborda análises farmacoeconômicas, que são ferramentas usadas para comparar custos e benefícios de diferentes intervenções em saúde, fundamentais para a tomada de decisão em farmácia hospitalar e farmácia comunitária. O foco está na escolha do tipo adequado de análise para contextos distintos: medicamentos com eficácia e segurança equivalentes e uma nova intervenção que afeta QALY.

2. Resumo teórico:

Análise de custo-minimização: Utilizada quando comparados tratamentos apresentam mesma eficácia e segurança. O diferencial é o custo, escolhendo-se o de menor valor.
Análise de custo-utilidade: Indicada quando se deseja medir o impacto na qualidade de vida, como nos QALYs (Quality Adjusted Life Years). Avalia benefícios em termos de bem-estar e tempo de vida ajustado pela qualidade.
Fonte: Diretrizes para Avaliação Econômica de Tecnologias em Saúde no Brasil – CONITEC, 2016.

3. Justificativa da alternativa correta (E):

No primeiro caso, medicamentos genéricos com eficácia e segurança equivalentes requerem apenas a comparação dos custos, ou seja, uma análise de custo-minimização.
No segundo caso, avalia-se o impacto de uma intervenção na qualidade de vida, mensurada por QALY, o que exige uma análise de custo-utilidade.

4. Análise das alternativas incorretas:

A: Custo-efetividade não se aplica ao caso de equivalência; custo-benefício não é o mais indicado para QALY.
B: Custo-utilidade não cabe quando já há equivalência; custo-benefício mede tudo em valores monetários, não QALY.
C: Novamente, custo-utilidade é inadequado para tratamentos equivalentes; custo-efetividade mede desfechos clínicos, não utilidade (QALY).
D: Custo-benefício não serve para equivalentes; custo-minimização não avalia qualidade de vida.

5. Estratégias de interpretação:

Dica: Ao ler enunciados, identifique palavras-chave como “eficácia equivalente” (pense em custo-minimização) e “QALY” (relacione com custo-utilidade). Evite confundir custo-benefício (tudo em dinheiro) com custo-utilidade (qualidade de vida).

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