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Um paciente de 58 anos, com diagnóstico de cirrose hepática ...

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Q3455293 Farmácia
Um paciente de 58 anos, com diagnóstico de cirrose hepática (Child-Pugh B), apresenta dor crônica e precisa iniciar terapia analgésica. Considerando a insuficiência hepática, assinale a alternativa mais adequada para o manejo farmacológico: 
Alternativas

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Alternativa correta: B – Dipirona 500mg a cada 6 horas, devido ao seu perfil seguro e metabolismo independente do citocromo P450.

1. Tema central: A questão aborda o manejo farmacológico da dor crônica em pacientes com insuficiência hepática (cirrose Child-Pugh B), exigindo conhecimento sobre a farmacocinética dos analgésicos em hepatopatas e sua segurança.

2. Base teórica: Em pacientes com doença hepática avançada, o metabolismo de medicamentos pode estar comprometido, aumentando o risco de efeitos adversos devido ao acúmulo dos fármacos. A escolha do analgésico deve considerar o perfil de metabolização hepática e o potencial de toxicidade hepática (Goldman’s Cecil Medicine, 25ª ed.; Consenso Brasileiro de Cirrose Hepática/SBHE).

Justificativa da alternativa correta:
A dipirona é um analgésico e antipirético amplamente utilizado, com metabolismo independente do sistema citocromo P450, sendo menos influenciado pela disfunção hepática moderada. É considerada uma opção mais segura em hepatopatas, desde que observadas as contraindicações (ex: agranulocitose rara) e monitorada a função renal.

3. Análise das alternativas incorretas:

A - Ibuprofeno (AINE): Contraindicado em cirrose, pois aumenta o risco de sangramento gastrointestinal, nefrotoxicidade e descompensação hepática.

C - Morfina: Depende de metabolismo hepático; seu uso pode causar acúmulo e efeitos tóxicos em hepatopatas. Além disso, parte é excretada na bile, não apenas pelos rins.

D - Paracetamol: Apesar de poder ser usado em doses baixas (< 2-3g/dia) em cirróticos, a dose proposta (4g/dia) aumenta o risco de hepatotoxicidade.

E - Ácido acetilsalicílico: É desaconselhado devido ao risco de sangramento e não possui efeito protetor hepático.

4. Estratégia de resolução: Identifique sempre as vias de eliminação e metabolismo dos fármacos em hepatopatas; desconfie de alternativas que sugerem altas doses ou benefícios controversos em doença hepática. Palavras como “primeira escolha” e “protetor hepático” em AINEs ou aspirina são pegadinhas clássicas!

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