Um lactente de 9 meses com anemia falciforme é admitido no h...

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Q3192455 Medicina
Um lactente de 9 meses com anemia falciforme é admitido no hospital com crise vaso-oclusiva grave. O hemograma revela uma hemoglobina de 6,2 g/dL e o paciente apresenta sinais de taquipneia, necessidade de suporte ventilatório com oxigênio, fadiga e letargia. Considerando as diretrizes para suporte transfusional em pacientes pediátricos com anemia falciforme, qual deve ser a conduta mais adequada? 
Alternativas

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O tema central desta questão é o manejo da anemia falciforme em pediatria, especificamente durante uma crise vaso-oclusiva. Crianças com anemia falciforme podem apresentar crises que exigem intervenções médicas específicas, incluindo o suporte transfusional.

A alternativa correta é a Alternativa E: Transfundir concentrado de hemácias para elevar a hemoglobina para um nível seguro de 9-10 g/dL, uma vez que o paciente apresenta sintomas de hipoxemia e fadiga.

Vamos detalhar o raciocínio por trás dessa escolha:

Em casos graves de crise vaso-oclusiva, como no cenário apresentado, o paciente exibe sinais de hipoxemia e fadiga extrema, indicando que a oxigenação tecidual está comprometida. Segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e o UpToDate, a transfusão de concentrado de hemácias é indicada para aliviar sintomas de hipoxemia, melhorar a qualidade de vida e evitar complicações como insuficiência cardíaca.

Agora, vamos analisar as alternativas incorretas:

Alternativa A sugere transfundir apenas se a hemoglobina cair abaixo de 5 g/dL. Isso é inadequado, pois o paciente já apresenta sintomas graves de hipoxemia e fadiga, que justificam a intervenção imediata antes que a condição piore.

Alternativa B propõe elevar a hemoglobina para níveis normais (>12 g/dL). Isso pode ser arriscado, pois em pacientes com anemia falciforme, um aumento excessivo da hemoglobina pode levar à hiperviscosidade sanguínea, aumentando o risco de complicações.

Alternativa C fala em aguardar melhora espontânea. Isso é problemático, já que o paciente apresenta sintomas severos que requerem intervenção imediata para evitar complicações graves.

Alternativa D sugere transfundir apenas se houver sangramento. No entanto, a presença de hipoxemia e fadiga já justifica a transfusão, independentemente de sangramento.

Em resumo, a melhor abordagem é buscar níveis seguros de hemoglobina para aliviar sintomas críticos e prevenir complicações futuras. A escolha da alternativa E está alinhada com diretrizes pediátricas atuais e práticas clínicas recomendadas.

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