Menina, 5 anos, com histórico de leucemia linfoblástica agud...
Gabarito comentado
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Tema central da questão: O assunto-chave é o manejo transfusional em criança com trombocitopenia grave (plaquetas <10.000/µL) e sangramento ativo, tendo como contexto a leucemia linfoblástica aguda.
Justificativa da alternativa correta (C):
A indicação de transfusão imediata de concentrado de plaquetas em pacientes pediátricos imunocomprometidos com sangramento e plaquetopenia grave está solidamente fundamentada nas recomendações atuais. Segundo o Guia para Uso de Hemocomponentes do Ministério da Saúde (Seção 6.1.1), "na falha de produção, transfundir se plaquetas entre 5.000 e 10.000/mm³ ou com sangramento ativo, independentemente do valor."
No caso desta paciente, além da trombocitopenia severa, há manifestações hemorrágicas (sangramento gengival e petéquias), o que configura indicação absoluta e urgente de transfusão, prevenindo hemorragias potencialmente fatais. A diretriz também é corroborada por consensos da Sociedade Brasileira de Pediatria e pelo UpToDate.
Análise das alternativas incorretas:
A) Sugerir transfusão "independentemente de sangramento" quando plaquetas <50.000/μL está incorreto. Em pacientes estáveis, sem sangramento ou procedimento invasivo, não é necessária transfusão até valores menores (em geral, <10.000/μL).
B) "Aguardar até plaquetas <5.000/μL" não é seguro. A presença de sangramento impõe tratamento imediato mesmo com contagem acima desse limiar.
D) Desconsiderar transfusão devido ao "sangramento leve controlável" não está de acordo com as diretrizes, já que a gravidade da trombocitopenia, aliada ao sangramento ativo, exige ação rápida para evitar evolução para quadro grave.
E) O plasma é reservado para reposição de fatores de coagulação e não corrige trombocitopenia; usar apenas plasma é inadequado neste cenário.
Destaques para provas:
- Leia atentamente o enunciado buscando critérios de gravidade: sangramento ativo + plaquetopenia importante.
- Atenção às pegadinhas: transfundir apenas por valor laboratorial, ou não valorizar sangramento leve, são erros comuns.
- Prefira sempre manejar proativamente quadros hemorrágicos graves em pacientes oncológicos pediátricos.
Referências essenciais:
Guia para Uso de Hemocomponentes – MS; UpToDate; Sociedade Brasileira de Pediatria.
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