“A necrópsia é toda a série de observações e intervenções ef...
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Tema central da questão: O foco está nas técnicas clássicas de necrópsia, tema importante para o cargo de Técnico em Anatomia e Necrópsia, que define procedimentos fundamentais para a análise pós-morte e para o esclarecimento da causa mortis. O conhecimento das técnicas é essencial para participar, de forma precisa e segura, dos processos de dissecação e análise do cadáver.
Justificativa – Alternativa Correta (E) Rokitansky: Segundo literatura clássica (Finkbeiner, 2006b e Robbins & Cotran, 2021), a técnica de Rokitansky se caracteriza por examinar os órgãos in situ (ou seja, ainda dentro do corpo), realizando e documentando a dissecação, abertura e exame, para só depois retirá-los isoladamente se necessário. Esta abordagem é útil para avaliar o contexto anatômico e possíveis conexões patológicas no local original dos órgãos, sendo frequentemente aplicada em autópsias hospitalares de casos clínicos complexos. Essa descrição corresponde exatamente ao enunciado.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Ghon: Os órgãos são removidos em blocos funcionais (cervical, torácico, abdominal, urogenital) e não isoladamente após exame in situ.
- B) Letulle: Caracteriza-se pela remoção de todos os órgãos em um único bloco, preservando as relações anatômicas integrais, sem exame isolado dos órgãos dentro do corpo antes da retirada.
- C) Virchow: Nessa técnica, os órgãos são retirados e dissecados um a um, porém fora do corpo, não havendo análise inicial in situ como pede o enunciado.
- D) Finkbeiner: Finkbeiner é o autor e não uma técnica de necrópsia, devendo sempre atentar para nomes de pessoas vs. nomes de métodos.
Estratégias de Prova: Palavras como in situ são pontuais para identificação correta da técnica – atenção para confundir procedimentos de retirada simultânea (“em bloco”) com retirada individual precedida de análise internalizada.
Referências principais: Finkbeiner, D. S. (Autopsy Pathology, 2006, p.45-47); Robbins & Cotran – Patologia Estrutural e Funcional (2021); Manual de Padronização da Necropsia Hospitalar – Ministério da Saúde.
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