O antibiótico que deve ser prescrito é:
Considerando o caso descrito a seguir, responda a questão.
Homem, 54 anos foi levado a pronto socorro, com dor abdominal difusa e confusão mental de
início há 2 dias. HPP: cirrose hepática e etilismo em tratamento ambulatorial. Ao exame,
apresentava flapping, desorientação e sonolência, além de aranhas vasculares em tronco e ascite
moderada. Exames: HTC 40%, Hgb 14 g%, leucócitos 10590, com 5 bastões, plaquetas 98000,
creatinina 1,4, uréia 52 e K 5.0. Feita paracentese com diagnóstico de peritonite bacteriana
espontânea.
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Tema central: O caso aborda um paciente cirrótico com quadro sugestivo de peritonite bacteriana espontânea (PBE), complicação infecciosa potencialmente fatal em portadores de ascite.
Achados clínicos relevantes: Dor abdominal difusa, confusão mental, flapping (asterixis), desorientação, aranhas vasculares e ascite. Laboratorialmente, leucocitose com desvio à esquerda, sugerindo infecção. Paracentese confirmou o diagnóstico de PBE.
Justificativa da alternativa correta – Cefotaxima:
O tratamento padrão de primeira linha para a PBE é cefalosporina de terceira geração, como a cefotaxima. Segundo o Protocolo de PBE do Hospital Universitário da USP, "Ceftriaxona 1 grama IV de 12/12h por 5 dias" ou, alternativamente, a cefotaxima podem ser utilizadas. Ambos oferecem excelente penetração no líquido ascítico e eficácia frente aos principais germes envolvidos, como E. coli e Klebsiella pneumoniae. O MSD Manual reforça: "Administra-se antibiótico como ceftriaxona IV ou cefotaxima por pelo menos 5 dias." Por isso, a alternativa A) cefotaxima é a escolha correta, respaldada por protocolos nacionais e internacionais.
Crítica às alternativas incorretas:
- B) Imipenem: Embora eficaz contra Gram-negativos, é reservado para infecções graves e resistentes. Não é primeira escolha na PBE inicial.
- C) Ampicilina: Não possui cobertura adequada frente aos patógenos mais prevalentes na PBE (E. coli, Klebsiella).
- D) Norfloxacina: Utilizada principalmente para profilaxia e não para o tratamento agudo da PBE.
- E) Piperacilina-tazobactam: Antibiótico de amplo espectro, indicado em quadros mais graves ou suspeita de multidroga-resistência, não sendo a terapia inicial padrão.
Estratégia para provas: Ao identificar diagnóstico de PBE na questão, associe imediatamente à conduta inicial de cefalosporinas de terceira geração, especialmente cefotaxima ou ceftriaxona. Atenção: Norfloxacina pode ser uma armadilha se não considerar o contexto de profilaxia vs tratamento.
Segundo o Portal Afya: “A terapia de escolha são as cefalosporinas de terceira geração associada à albumina (Nível A1) por abrangerem a maioria dos patógenos habituais... A cefotaxima na dose de 2g IV a cada 4-8h por cinco a sete dias tem se mostrado eficaz.”
Resumo final: Cefotaxima é a escolha respaldada por evidências e diretrizes para tratar a PBE em cirróticos. Reconheça sempre o quadro clínico e o papel de cada antibiótico nas alternativas.
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