O tratamento indicado após a melhora clínica descrita é:

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Ano: 2015 Banca: IF-RR Órgão: IF-RR Prova: IF-RR - 2015 - IF-RR - Médico - Clínica Geral |
Q1024219 Medicina

Considerando o caso descrito a seguir, responda a questão.

Mulher, 20 anos, é internada com náusea, vômitos, poliúria e polidipsia. HPP: diabética em tratamento irregular com insulina NPH.

Exames iniciais: glicose 402 mg%, Na 134 mEq/l, K 3,1 mEq/l, fosfato 3,2 mg%, creatinina 1,2 mg%, ureia 69 mg%, pH 7,18 e cetonúria ++. Cálculo do anion gap - aumentado.

Após algumas horas do início do tratamento, sente-se melhor, sem náuseas ou vômitos e aceita dieta oferecida. Resultado dos exames nesse momento: glicemia 162 mg, Na 142 mEq/l, K 4,3 mEq/l, fosfato 3,8 mEq/l e pH 7,31.

O tratamento indicado após a melhora clínica descrita é:
Alternativas

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Tema central: O caso trata do manejo da cetoacidose diabética (CAD), uma emergência endocrinológica frequente, especialmente em pacientes jovens com diabetes tipo 1. Sinais cardinais: náuseas, vômitos, poliúria, polidipsia e bioquímica compatível (hiperglicemia, acidose metabólica com anion gap aumentado e cetonúria).

Justificativa para a alternativa correta (B): Após a melhora clínica e laboratorial da CAD (glicemia < 200 mg/dL, pH ≥ 7,3, ausência de vômitos/náuseas), as principais diretrizes nacionais e internacionais, incluindo o “Projeto Diretrizes: Crises Hiperglicêmicas Agudas”, recomendam transição para insulina subcutânea NPH para manter a euglicemia. Além disso, é necessário iniciar solução glicosada a 5% intravenosa (SG 5%) para evitar hipoglicemias nesse período de ajuste e sobreposição das vias de administração da insulina. Segundo o protocolo citado, “a administração da insulina subcutânea deve ser feita concomitantemente à solução glicosada, quando a glicemia for inferior a 200 mg/dL, mantendo o paciente euglicêmico”.

Análise das alternativas incorretas:

A) Suspender insulina contradiz o princípio fundamental do diabetes tipo 1, que é a necessidade contínua de insulina para prevenção de recorrência da CAD.

C) Manter insulina regular EV não é recomendado após melhora clínica, pois a via EV é reservada para fase aguda. Reposição de fosfato está indicada apenas em casos de hipofosfatemia sintomática ou severa, o que não ocorre aqui.

D) Manter insulina regular EV idem ao erro anterior; bicarbonato apenas para acidose grave (pH < 6,9), e aqui o pH já está dentro do esperado.

E) Suspender potássio pode ser perigoso; o paciente diabético insulinodependente mantém-se sob risco de hipocalemia com insulinoterapia contínua e isso deve ser vigiado durante o tratamento.

Dica de leitura de prova: Questões assim cobram atenção à sequência do protocolo: reconhecer a estabilização clínica/laboratorial é fundamental para saber quando e como transitar para insulina subcutânea e iniciar a solução glicosada.

Evidências: Tanto o “Projeto Diretrizes” da AMB, quanto o UpToDate e o Manual de Harrison destacam que a manutenção do tratamento com insulina e solução glicosada após estabilização é essencial para evitar recaídas da CAD e hipoglicemia.

Resumo final: A transição correta após melhora da CAD é para insulina NPH SC + SG 5% EV. Essa conduta é alinhada aos melhores protocolos e evidencia domínio do manejo prático hospitalar do diabetes.

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O caso descrito é típico de um paciente com Cetoacidose Diabética (CAD), uma complicação aguda do Diabetes Mellitus. Nesse caso, o tratamento inicial geralmente envolve hidratação intravenosa e administração de insulina regular, que serve para corrigir a hiperglicemia e a cetoacidose. Uma vez que a paciente se sente melhor e tem uma resposta inicial favorável ao tratamento (indicado pela normalização da glicemia, cetonúria, pH e eletrólitos), é necessário fazer uma transição do tratamento para a insulina de longa ação (NPH) para manter o controle glicêmico e evitar o rebote da hiperglicemia. Além disso, a adição de glicose (SG 5%) é necessária para prevenir a hipoglicemia uma vez que a glicemia foi corrigida. Portanto, a opção B ("Iniciar insulina NPH SC e SG 5% EV") é a escolha correta, pois combina a terapia de insulina de longa ação com a administração de glicose para manter o equilíbrio glicêmico.

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