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Q1392912 Português
A lama que ainda suja o Brasil
Fabíola Perez([email protected])

     A maior tragédia ambiental da história do País escancarou um dos principais gargalos da conjuntura política e econômica brasileira: a negligência do setor privado e dos órgãos públicos diante de um desastre de repercussão mundial. Confirmada a morte do Rio Doce, o governo federal ainda não apresentou um plano de recuperação efetivo para a área (apenas uma carta de intenções). Tampouco a mineradora Samarco, controlada pela brasileira Vale e pela anglo-australiana BHP Billiton. A única medida concreta foi a aplicação da multa de R$ 250 milhões – sendo que não há garantias de que ela será usada no local. “O leito do rio se perdeu e a calha profunda e larga se transformou num córrego raso”, diz Malu Ribeiro, coordenadora da rede de águas da Fundação SOS Mata Atlântica, sobre o desastre em Mariana, Minas Gerais. “O volume de rejeitos se tornou uma bomba relógio na região.” 
     Para agravar a tragédia, a empresa declarou que existem riscos de rompimento nas barragens de Germano e de Santarém. Segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral, pelo menos 16 barragens de mineração em todo o País apresentam condições de insegurança. “O governo perdeu sua capacidade de aparelhar órgãos técnicos para fiscalização”, diz Malu. Na direção oposta 
     Ao caminho da segurança, está o projeto de lei 654/2015, do senador Romero Jucá (PMDB-RR) que prevê licença única em um tempo exíguo para obras consideradas estratégicas. O novo marco regulatório da mineração, por sua vez, também concede prioridade à ação de mineradoras. “Ocorrerá um aumento dos conflitos judiciais, o que não será interessante para o setor empresarial”, diz Maurício Guetta, advogado do Instituto Sócio Ambiental (ISA). Com o avanço dessa legislação outros danos irreversíveis podem ocorrer.

http://www.istoe.com.br/reportagens/441106_A+LA MA+QUE+AINDA+SUJA+O+BRASIL, acesso em 27 de novembro de 2015. 
Assinale a alternativa em que o emprego da crase está correto e se justifica pela mesma razão que a ocorrência na oração abaixo:
“O novo marco regulatório da mineração, por sua vez, também concede prioridade à ação de mineradoras”.
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: O assunto cobrado é crase, ou seja, o uso do acento grave indicativo da fusão entre a preposição "a" e o artigo feminino "a". Conhecer as regras de emprego da crase é fundamental em provas de português, especialmente para cargos que exigem clareza na redação, como Assistente Social.

Comentário da alternativa correta (A):

Na frase “à funcionária”, o verbo “dirigir-se” exige a preposição “a” (dirigir-se a alguém). “Funcionária” é substantivo feminino que aceita o artigo “a”, então ocorre fusão (crase): à funcionária. Essa lógica é idêntica à frase do trecho-base: “prioridade à ação de mineradoras” – onde “concede prioridade a” + “a ação” = “à ação”.

Regra da Crase segundo Evanildo Bechara:
“O acento grave indica a fusão de uma preposição ‘a’ com o artigo feminino ‘a’.”

Análise das alternativas incorretas:

B) "Daqui à vinte quilômetros..."
Erro: Antes de numeral indicando distância, não se emprega crase. O correto é “a vinte quilômetros”. Segundo Celso Cunha & Lindley Cintra, a crase apenas cabe em indicação de distância se houver referência explícita a local feminino: “Estou à distância de vinte léguas da cidade”. Aqui, não há local.

C) "De à muito..."
Erro: A expressão correta é "de há muito" (“há” indicando tempo decorrido), não permite crase nem a fusão das duas palavras.

D) "...não se olha à quem."
Erro: Antes do pronome “quem” nunca ocorre crase, pois pronomes pessoais, demonstrativos e relativos não são normalmente precedidos de artigo feminino.

E) "Daqui à poucos anos..."
Erro: Novamente, antes de numeral indicando tempo futuro, não ocorre crase (correto: “a poucos anos”). Bechara reforça: uso da crase exige substantivo feminino que aceite artigo, o que "anos" (masculino) não aceita.

Dica de prova: Sempre analise se há preposição + artigo feminino. Atenção especial a expressões com distância e tempo e palavras como pronomes, que normalmente não admitem crase.

Resumo: Marque a alternativa “A”. Ela expressa corretamente a regra normativa da crase, tal como o trecho-base, segundo as principais gramáticas (Bechara, Cunha & Cintra).

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GABARITO -A

concede prioridade à ação de mineradoras”.

Temos um uso de crase devido a solicitação de prioridade + Junção do artigo feminino (a) que inicia o substantivo feminino.

Dá para perceber fazendo a troca prioridade à ação de mineradoras”.

Prioridade ao Minerador

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a) Não sei a quem devo dirigir-me: se à funcionária desta seção [...].

Fazendo a troca do feminino pelo masculino:

Dirigir-me ao funcionário

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b) Daqui à vinte quilômetros, o viajante encontrará uma estátua.

Daqui a vinte quilômetros

O “a” é um artigo definido utilizado antes de substantivos e diferente do “há” que indica um tempo passado, esse é utilizado para falar de uma ação futura.

Além disso, ele é empregado quando estamos nos referindo a distância.

Daqui a três anos irei para a Inglaterra.

Estamos morando a cinco quilômetros do metrô.

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c) De à muito, ele se desinteressou em chegar a ocupar um cargo tão importante.

A crase é fusão de uma preposição + artigo feminino (a)

Não temos isso na assertiva. Não é caso de crase.

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d) Prefira isto aquilo, já que ao fazer o bem não se olha à quem.

A crase não deve ser empregada junto aos pronomes relativos QUE, QUEM e CUJO.

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e) Daqui à poucos anos, nenhum dos moradores lembrará de suas casinhas.

Não usamos crase quando o nome posterior está no masculino.

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Fontes: Toda matéria

José Maria

Agnaldo Martino.

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