Considerando o período do Regime Militar no Brasil, julgue ...

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Q3105272 História

Considerando o período do Regime Militar no Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.


Denunciado à Comissão de Direitos Humanos da ONU no relatório da Anistia Internacional de 1972, o Brasil foi impedido de participar como membro daquela comissão até a abertura política do país, em meados da década de 80 do século XX.  

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Alternativa correta: E (Errado)

1. Tema central da questão

Esta questão aborda a relação do Brasil com organismos internacionais de direitos humanos durante o Regime Militar (1964-1985), especialmente no contexto das denúncias feitas por entidades como a Anistia Internacional e a Comissão de Direitos Humanos da ONU. O objetivo é avaliar o conhecimento sobre as consequências formais dessas denúncias para a participação do Brasil nesses organismos.

2. Resumo teórico

Durante o Regime Militar, o Brasil foi alvo de denúncias internacionais por violações aos direitos humanos, especialmente com a divulgação do relatório da Anistia Internacional em 1972. Apesar do constrangimento internacional e das pressões diplomáticas, o Brasil não foi oficialmente impedido de participar como membro da Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). O país manteve seu assento e podia participar dos debates, embora enfrentasse críticas e questionamentos constantes.

Fontes como o livro "Direitos Humanos no Brasil: avanços e desafios" (Silva & Figueiredo, 2000) e relatórios da própria ONU confirmam que não houve impedimento formal à participação brasileira. O isolamento foi mais político e moral, sem a imposição de sanção formal que excluísse o Brasil da comissão.

3. Justificativa da alternativa correta

A alternativa correta é a letra E (Errado) porque o Brasil não foi oficialmente impedido de participar da Comissão de Direitos Humanos da ONU durante o Regime Militar. Embora o país tenha sido denunciado e criticado internacionalmente, não houve uma decisão formal das Nações Unidas proibindo sua participação. O argumento constante de que o Brasil ficou "impedido" não se sustenta nos documentos oficiais da ONU ou em análises históricas reconhecidas.

4. Estratégias de interpretação

Ao analisar enunciados desse tipo, observe termos absolutos como “impedido”, “nunca”, “sempre” ou “até”. Essas expressões muitas vezes indicam generalizações que podem ser pegadinhas. No caso em tela, o uso do termo “impedido” sugere uma sanção formal, o que não ocorreu de fato, levando à resposta errada.

5. Conclusão

Portanto, a alternativa está ERRADA porque o Brasil não foi formalmente excluído da Comissão de Direitos Humanos da ONU, apesar das denúncias e constrangimentos internacionais.
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Errado.

Embora o Brasil tenha sido denunciado à Comissão de Direitos Humanos da ONU pelo relatório da Anistia Internacional de 1972, que expôs casos de tortura e violações de direitos humanos durante o Regime Militar, o país não foi impedido de participar como membro daquela comissão. O Brasil continuou a participar de organismos internacionais, apesar das críticas e pressões internacionais.

O regime militar brasileiro adotou estratégias para minimizar o impacto dessas denúncias, como a defesa da soberania nacional e a negação das acusações. O afastamento ou impedimento de participação não ocorreu, mas o país enfrentou constrangimentos no cenário internacional, que aumentaram até o início da abertura política na década de 1980.

Brasil denunciado por violações de direitos humanos:

Correto. Durante o regime militar (1964–1985), especialmente nos anos 1970, o Brasil foi alvo de denúncias internacionais de tortura, desaparecimentos forçados e repressão política. A Anistia Internacional publicou, sim, relatórios a partir de 1970 denunciando essas práticas no país.

Relatório de 1972:

Sim, houve um relatório importante da Anistia Internacional em 1972, que denunciava a tortura sistemática praticada pelo regime militar brasileiro. Isso gerou grande repercussão internacional.

“Impedido de participar como membro da Comissão de Direitos Humanos da ONU”:

Isso não é exatamente correto. O Brasil não foi formalmente impedido de participar da Comissão de Direitos Humanos da ONU. No entanto, devido à pressão internacional e à má reputação causada pelas denúncias, o país enfrentou constrangimento diplomático e evitou pleitear ativamente assentos em organismos internacionais de direitos humanos durante o auge da repressão.

“Até a abertura política, em meados da década de 1980”:

A reabertura política começou gradualmente a partir do final dos anos 1970, com a política de “distensão” do presidente Ernesto Geisel (1974–1979), e se intensificou no governo de João Figueiredo (1979–1985). A Lei da Anistia foi promulgada em 1979, e o Brasil começou a se reintegrar aos fóruns internacionais progressivamente a partir daí, antes mesmo da Nova República.

Denunciado por práticas de tortura e repressão no relatório da Anistia Internacional de 1972, o Brasil enfrentou forte pressão e isolamento em fóruns internacionais de direitos humanos durante o regime militar, evitando integrar ativamente organismos como a Comissão de Direitos Humanos da ONU até o início da abertura política, no final da década de 1970.

SERTÃO!!

O Brasil não foi impedido de participar durante a ditadura militar (1964–1985), o Brasil teve mandatos intermitentes, mas não foi membro durante o governo Geisel (1974–1979), período em que enfrentava forte pressão internacional por violações de direitos humanos, especialmente dos EUA (Gov Jimmy Carter), nem durante Figueiredo, mas não foi impedido de participar.

Obs: durante o periodo militar, o Brasil foi membro da Comissão de Direitos Humanos da ONU no governo do presidente Castelo Branco (1964–1967).

Nos meses seguintes à 33ª Sessão da CDH, o regime militar resolveu se candidatar a uma vaga como membro da Comissão de Direitos Humanos da ONU. A sugestão já tinha sido feita por Sergio Armando Frazão em 1974: o Brasil como membro da CDH “dificultaria ou impediria o tipo de colocações negativas que vêm ocorrendo” (MRE, 1974g). Em 1975, o Grupo Interministerial também aconselhou que o Brasil ingressasse no órgão. Em 1976, a proposta foi referendada por Silveira, o Brasil se candidatou e foi eleito para iniciar seu mandato como membro da CDH a partir de 1978. Com breves intervalos de tempo, desde então o Brasil tem sido um membro da CDH e do seu sucessor, o Conselho.

Fonte: OS DONOS DO SILÊNCIO: A POLÍTICA EXTERNA DO REGIME MILITAR BRASILEIRO E A COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DAS NAÇÕES UNIDAS

 Brasil foi denunciado por violações de direitos humanos durante o regime militar em relatório da Anistia Internacional de 1972, que documentava torturas, prisões arbitrárias e repressão política praticadas pelo regime.

Essas denúncias repercutiram no sistema da United Nations e contribuíram para o constrangimento internacional do governo brasileiro.

No entanto, o Brasil não foi excluído da Comissão das Nações Unidas para Doreitoos HUmanos (CNUDH)

Na realidade:

  • O Brasil se candidatou ao órgão em meados da década de 1970.
  • Foi eleito em 1977.
  • Passou a integrar a comissão a partir de 1978, ainda durante o regime militar. 

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