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Em relação à Era Vargas, julgue (C ou E) o item seguinte.
A política de valorização do café, que marcou a República Velha, foi reconfigurada no primeiro governo Vargas e incluiu proteção à cafeicultura paulista (compra pelo governo de parte da produção), queima de estoques de baixa qualidade bem como atuação da diplomacia brasileira na abertura de mercados na Europa e isenção tarifária à importação pelos Estados Unidos da América.
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A política de valorização do café, iniciada na República Velha, continuou sob Getúlio Vargas, mas com ajustes importantes. O governo federal assumiu uma postura mais centralizadora no controle da produção e comércio do café, buscando evitar crises de superprodução. Medidas como a compra de estoques excedentes e a queima de sacas visavam estabilizar preços no mercado internacional. Além disso, a diplomacia brasileira procurou diversificar os compradores, especialmente na Europa, e obteve concessões importantes, como a isenção tarifária para exportação de café aos Estados Unidos.
Gabarito - CERTO
Indicação Bibliográfica:
Santos, Lourival Santana, and Ruy Belém de Araújo. "Café e a industrialização brasileira." São Cristóvão, Universidade Federal de Sergipe, CESAD (2011).
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Certo.
No primeiro governo de Getúlio Vargas (1930-1945), a política de valorização do café, que havia sido um pilar da República Velha, foi reconfigurada. O governo de Vargas adotou medidas para controlar o mercado de café e proteger a produção, especialmente a cafeicultura paulista, que era a mais importante no Brasil. Essas ações incluíam:
1. Compra governamental de parte da produção de café, com o objetivo de retirar o excesso de oferta do mercado e valorizar o preço.
2. Queima de estoques de baixa qualidade, para evitar que café de menor qualidade influenciasse o preço do produto no mercado interno e externo.
3. Atuação diplomática para garantir a abertura de mercados na Europa e facilitar a exportação do café.
4. A busca por isenção tarifária na importação de café pelos Estados Unidos, visando melhorar a competitividade do produto brasileiro.
Essas medidas refletem a continuidade da política de valorização do café, mas com ajustes que se adequavam às novas circunstâncias econômicas e políticas do período, especialmente sob a liderança de Vargas.
- A política de valorização do café teve início em 1906, com o Convênio de Taubaté, um acordo entre os governadores de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O objetivo era garantir um preço mínimo para o café, o principal produto da economia brasileira na época.
- O Convênio de Taubaté foi renovado em 1917 e 1921, e após 1924 se tornou permanente até 1990.
- A política de valorização do café foi implementada para combater uma oferta excessiva que ameaçava a rentabilidade do produto. Os governos estadual e federal compravam e armazenavam temporariamente sacas excedentes para sustentar o preço externo do café.
A cultura do café foi o principal motor da economia brasileira durante a República Velha, principalmente na fase conhecida como “república dos oligarcas” (1894-1930).
SERTÃO!!!
mas teve a isenção tarifária por parte dos EUA?
1. Proteção à cafeicultura paulista (compra e queima de estoques)
O governo Vargas de fato reconfigurou a política de valorização do café, assumindo o controle direto do setor. Esta intervenção estatal .
A queima de estoques foi uma medida drástica e documentada: "Entre 1931 e 1944, o Brasil destruiu 78,2 milhões de sacas de café. Somente em 1937, cerca de 70% dos estoques foram queimados" .
2. Atuação diplomática e a questão tarifária com os EUA
A "isenção tarifária" mencionada na afirmativa refere-se ao Tratado Comercial Brasil-Estados Unidos de 1935, que de fato garantiu condições preferenciais para o café brasileiro no mercado americano.
Fontes da época confirmam: "No tratado entre a América e o Brasil, a maioria dos produtos nativos brasileiros, como café, cacau e nozes, são mantidos na lista de isenção (free list) ou as tarifas são reduzidas" .
3. Abertura de mercados na Europa
Há registros de que "os brasileiros também abordaram governos estrangeiros com propostas inovadoras para o café. Eles reconheceriam a Rússia Soviética e trocariam café por trigo ou peles russas" . Embora nem todos esses planos tenham se concretizado, demonstram a atuação diplomática na busca por novos mercados.
PESQUISEI SOBRE ISSO E NÃO ACHEI UMA RESPOSTA CABIVEL.
O Brasil não tem poder para conceder isenção tarifária em outro país!!!
Tarifas de importação são definidas pelo próprio país importador (no caso, os EUA)
Não há registro histórico relevante de Vargas obtendo esse tipo de concessão como política estruturante do café...
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