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Q3292613 Serviço Social
A Política Nacional de Assistência Social (PNAS) tem como base a descentralização político-administrativa e a territorialização das ações socioassistenciais. Em que medida esse arranjo favorece o funcionamento dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) na prática?
Alternativas

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Alternativa correta: B

1. Tema central da questão

A questão aborda a importância da descentralização político-administrativa e da territorialização na Política Nacional de Assistência Social (PNAS), focando em como esses princípios fortalecem o funcionamento dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Entender esses conceitos é essencial para responder questões sobre a operacionalização da assistência social no Brasil.

2. Resumo teórico

A PNAS (2004), regulamentada pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS - Lei 8.742/93), propõe a descentralização das ações, permitindo que estados e municípios tenham autonomia para planejar, executar e gerir serviços socioassistenciais conforme as necessidades locais. A territorialização garante que as ações estejam alinhadas às características e demandas específicas de cada território, tornando o atendimento mais efetivo e próximo da população.

3. Justificativa da alternativa correta (B)

A descentralização e a territorialização favorecem a coordenação entre os entes governamentais (União, estados e municípios) e aproximam os usuários dos serviços do CRAS, que são implantados estrategicamente nos territórios para facilitar o acesso das famílias à assistência social. Assim, ocorre integração entre governo e sociedade e a oferta de serviços se adapta à realidade local, conforme previsto pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

4. Análise das alternativas incorretas

Alternativa A: Incorreta, pois a descentralização descentraliza (e não concentra) as ações, estimulando a autonomia local e o respeito às particularidades de cada município.

Alternativa C: Errada, pois os CRAS são prioritariamente de responsabilidade municipal, podendo contar com apoio estadual e federal, mas nunca sendo exclusividade dos estados.

Alternativa D: Incorreta porque os benefícios eventuais não são restritos a desastres ambientais; eles abrangem diversas situações de vulnerabilidade social, como morte, nascimento e outras necessidades emergenciais.

5. Estratégia de resolução

Ao interpretar o enunciado, foque em palavras-chave como descentralização, território e CRAS. Fuja de alternativas que indiquem centralização, exclusividade de um ente federativo ou limitação dos benefícios. Atenção às pegadinhas que contradizem ou restringem de forma errada o princípio da descentralização.

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Comentários

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A alternativa correta é a B: Favorece a coordenação entre os diferentes entes governamentais e segmentos da sociedade, aproximando os usuários das redes assistenciais no território em que vivem.

Para entender essa questão, vamos traduzir os dois conceitos principais do enunciado (descentralização e territorialização) para a prática do dia a dia do CRAS:

  1. Descentralização político-administrativa: Significa que a responsabilidade de cuidar da assistência social não fica trancada em Brasília, nas mãos do governo federal. Ela é dividida entre a União, os Estados e, principalmente, os Municípios. Como a prefeitura está mais perto do cidadão, é ela quem executa os serviços, contratando profissionais e abrindo as unidades do CRAS.
  2. Territorialização: Significa que o CRAS não é instalado em qualquer lugar por acaso. Ele é implantado dentro do território (bairro ou região) onde as famílias mais vulneráveis vivem.

Juntando esses dois conceitos na alternativa B, o arranjo aproxima o serviço público da realidade da população. O usuário não precisa cruzar a cidade ou depender de uma decisão federal para ser atendido; o CRAS está ali no próprio bairro dele, articulado com a rede comunitária, escolas e postos de saúde daquela mesma região.

As alternativas A, C e D afirmam o exato oposto do que a lei e o bom funcionamento do SUAS determinam:

  • Por que a A está errada? A descentralização faz justamente o oposto: ela retira a concentração da instância federal e joga a execução para os municípios, valorizando as particularidades locais.
  • Por que a C está errada? A gestão do CRAS é tipicamente municipal. Dizer que os municípios são excluídos anula o próprio princípio da descentralização.
  • Por que a D está errada? Os benefícios eventuais (como auxílio-natalidade, auxílio por morte ou cestas básicas em situações de extrema vulnerabilidade) atendem a diversas carências do cotidiano no território, e não apenas a desastres ambientais.

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