A angiotomografia coronária por TC tem se consolidado como ...
Gabarito comentado
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Tema central: A angiotomografia coronária por TC (CCTA) é um exame anatômico de alta sensibilidade para detectar ou excluir doença arterial coronariana (DAC), com elevado valor preditivo negativo (>95%), útil para descartar DAC obstrutiva em cenários selecionados.
Alternativa correta: B
Justificativa: Em pacientes com probabilidade pré-teste intermediária de DAC, sobretudo quando ECG e testes funcionais (ergométrico, cintilografia, eco-estrés) são inconclusivos, a CCTA apresenta maior acurácia e aplicabilidade clínica. Ela define a anatomia coronária, identifica placas (calcificadas e não calcificadas), quantifica estenoses e pode ser complementada por FFR-CT em centros especializados, reduzindo exames invasivos desnecessários. Diretrizes ACC/AHA 2021 (Dor Torácica), ESC 2019/2024 (Síndromes Coronárias Crônicas) e SCCT recomendam CCTA como exame de escolha em dor torácica estável de baixo-intermediário risco ou quando testes prévios são não diagnósticos (UpToDate; Harrison’s).
Análise das incorretas
A) “Triagem” em pacientes com muito baixo risco (dor atípica, sem fatores de risco) não é indicada: a probabilidade pré-teste baixa leva a baixo rendimento e maior chance de false positives, além de exposição desnecessária a contraste e radiação. O “exame físico alterado” sugere outra etiologia não coronariana. Diretrizes desaconselham CCTA para rastreio em baixo risco.
C) Na miocardiopatia hipertrófica com obstrução dinâmica do trato de saída, o exame de primeira linha é o ecocardiograma (avalia gradiente, SAM, anatomia valvar). A ressonância define padrão de realce/fibrose. A CCTA pode ser adjuvante para avaliar coronárias pré-miectomia em pacientes com risco de DAC, mas não é o método principal para investigar a cardiopatia estrutural ou a obstrução.
D) Em vasculites sistêmicas agudas sem sintomas cardíacos, a avaliação principal recai sobre grandes vasos (angio-TC/RM de aorta e ramos, PET-CT). O uso de CCTA é reservado a situações específicas (ex.: suspeita de acometimento coronário em Kawasaki ou Takayasu), não sendo o cenário de maior aplicabilidade/ acurácia.
Dicas de prova
- Procure palavras-chave: “probabilidade pré-teste intermediária” e “testes funcionais inconclusivos” costumam apontar para CCTA.
- Evite “triagem” em baixo risco e lembre que eco é o método líder em cardiopatias estruturais (como HCM). Em vasculites, priorize imagem de grandes vasos.
Resumo para fixação: Use CCTA para definir anatomia coronária e excluir DAC em risco intermediário, especialmente quando exames funcionais não esclareceram o diagnóstico (ACC/AHA 2021; ESC 2019/2024; SCCT; UpToDate; Harrison’s).
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