Paciente, sexo masculino, 50 anos, tabagista, sofreu um infa...
Paciente, sexo masculino, 50 anos, tabagista, sofreu um infarto agudo do miocárdio há 10 dias. Após alta hospitalar, foi orientado a procurar a unidade de saúde em busca de estratégias para cessação do tabagismo. Fuma, há 20 anos, 20 cigarros por dia, acendendo o primeiro cigarro 5 minutos após acordar. Quando passa mais de 1 hora sem fumar, afirma ficar muito ansioso. Além disso, nega outras comorbidades.
A abordagem terapêutica mais adequada para o caso é prescrever
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Tema central da questão: O foco é a abordagem terapêutica do tabagismo em paciente pós-infarto agudo do miocárdio (IAM), considerando risco cardiovascular e dependência de nicotina.
Justificativa da alternativa correta (B – Bupropiona):
A bupropiona é um fármaco não nicotínico, aprovado para cessação do tabagismo, especialmente útil em casos de alta dependência (exemplificado pelo uso do cigarro logo ao acordar e sintomas de abstinência intensa). É considerada segura para uso em pacientes pós-IAM, desde que esteja estável, e não apresente contraindicações específicas (convulsões ou transtorno alimentar grave). O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Tabagismo do Ministério da Saúde destaca a bupropiona como alternativa eficaz, inclusive para pacientes com história cardiovascular (Seção 5).
Segundo o PCDT do Tabagismo: “A bupropiona pode ser considerada como alternativa em situações específicas, principalmente em pacientes com alto grau de dependência.”
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Diazepam: Não recomendado para tratamento do tabagismo, pois benzodiazepínicos oferecem risco de dependência, sedação e não atuam nos mecanismos de dependência nicotínica. É contraindicado em protocolos clínicos.
C) Terapia de reposição de nicotina (TRN) com adesivo: Embora seja uma opção válida de tratamento, as diretrizes restringem seu uso imediato em pacientes pós-infarto devido ao risco potencial em casos de instabilidade cardiovascular recente. O Ministério da Saúde sugere precaução na TRN até estabilização do quadro.
D) TRN e bupropiona associados: Apesar de a combinação aumentar taxas de cessação em certos grupos, não é a primeira escolha para início em paciente pós-IAM, pois a escolha isolada da bupropiona é mais segura e respaldada pelas diretrizes nacionais.
Pontos de atenção e estratégia para provas:
Cuidado com alternativas que incluem ansiolíticos (pegadinha comum) ou opções combinadas sem individualizar o risco (exemplo: TRN pós-IAM recente).
Evidências científicas e protocolos: Obras clássicas como o UpToDate e Tratado de Clínica Médica (Ed. Edson da Silva Viera) reforçam que a bupropiona é indicada, monitorando efeitos adversos cardiovasculares. O PCDT de Tabagismo (Seção 5 e 7) e o PCDT do IAM também apoiam essa escolha.
Conclusão: Em pacientes pós-infarto com alta dependência da nicotina, bupropiona é a conduta farmacológica inicial mais segura e respaldada por evidências, respeitando contraindicações. O acompanhamento multiprofissional e o suporte psicológico são parte fundamental do sucesso terapêutico.
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