Infecção causada por protozoário que se apresenta em duas fo...

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Q3508226 Biomedicina - Análises Clínicas
Infecção causada por protozoário que se apresenta em duas formas: cisto e trofozoíto. Esse parasito pode atuar como comensal ou provocar a invasão de tecidos, originando as formas intestinal e extra-intestinal da doença. O quadro clínico varia de uma forma branda, caracterizada por desconforto abdominal leve ou moderado, com sangue e/ou muco nas dejeções, até uma diarreia aguda e fulminante, de caráter sanguinolento ou mucóide, acompanhada de febre e calafrios. Podem ou não ocorrer períodos de remissão. Em casos graves, as formas trofozoíticas se disseminam pela corrente sanguínea, provocando abscesso no fígado (com maior frequência), nos pulmões ou cérebro. Considerando o agente etiológico mais provável para a descrição anterior, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Tema central: quadro típico de amebíase por Entamoeba histolytica, protozoário com formas cisto (infectante) e trofozoíto (invasiva), capaz de causar colite disentérica e abscesso hepático amebiano (via porta). Trofozoítos aderem ao epitélio pelo lectin Gal/GalNAc e formam úlceras “em frasco”.

Alternativa correta: B — A amebíase associa-se a baixas condições de saneamento, higiene pessoal/ambiental precária e a práticas sexuais oro-anais (transmissão fecal-oral). Evidência em diretrizes/compêndios: OMS/WHO (Amebiasis), CDC/DPDx, UpToDate e Harrison’s confirmam esses fatores de risco como centrais na epidemiologia.

Por que as demais estão incorretas?

A — Correta ao citar cistos como forma transmissível e contaminação de água/alimentos, mas erra ao afirmar “cerca de 90 dias” de viabilidade no ambiente. A literatura (CDC, UpToDate) descreve semanas em condições úmidas e frescas, com grande variação conforme temperatura, umidade e luz; 90 dias é superestimado e não padronizado.

C — Protozoários não têm “ovos”. O diagnóstico é feito por cistos/trofozoítos nas fezes (exame parasitológico seriado), antígeno ou PCR em fezes para diferenciar E. histolytica de E. dispar, e sorologia em doença extraintestinal. Em abscesso hepático, o aspirado frequentemente é estéril ao microscópio; a confirmação é clínico-imagem + sorologia (UpToDate, Harrison’s).

D — No Brasil, a amebíase não é de notificação compulsória na lista nacional do Ministério da Saúde/SINAN. Diarreia aguda possui vigilância sentinela, mas amebíase específica não integra a lista de notificação obrigatória.

Estratégia de prova: palavras-chave como cisto/trofozoíto + disenteria + abscesso hepático apontam para E. histolytica. Diferencie de Giardia (não invasiva, esteatorreia, sem abscesso) e de Balantidium coli (ciliado; sem “ovos”).

Diagnóstico e conduta (resumo): EPF seriado, antígeno/PCR em fezes; sorologia e imagem (US/CT) para abscesso. Tratamento de escolha: metronidazol ou tinidazol (fase tecidual) seguido de agente luminal (paromomicina ou iodoquinol) para erradicar cistos (OMS, UpToDate). Drenagem do abscesso é seletiva.

Referências essenciais: OMS/WHO Amebiasis; CDC DPDx Entamoeba; UpToDate: Clinical manifestations and diagnosis of amebiasis; Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Gabarito: B

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Comentários

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ASSOCIAR DIARREIA MUCO SANGUINOLENTA COM AMEBIASE.

SENDO UM DOS SINAIS BASTANTE CARACTERISTICO DA AMEBÍASE.

OBS.

ASSOCIAR DIARREIA AQUOSA OU EXPLOSIVA COM GIARDÍASE.

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