Sobre as questões históricas relativas às migrações e imigra...
I. Com o fim do tráfico negreiro em 1850 e como consequência da Lei de Terras, houve a implementação de uma política de imigração de mão de obra europeia financiada por particulares. Tal política foi cercada de controvérsia, afinal o modelo significava uma espécie de escravidão por dívida, com os trabalhadores tendo que pagar todos os gastos prévios (viagem, moradia, terra, instrumentos) feitos pelos fazendeiros.
II. O processo de imigração apresentou características distintas. No sul do país, instalou-se um modelo de imigração baseado em pequenas propriedades policultoras a partir dos últimos anos da década de 1910. Já no caso dos cafezais, em especial, em São Paulo, o modelo que vingou foi o da imigração estrangeira subvencionada pelo Estado ou pelos proprietários de terra, para o trabalho direto nas fazendas.
III. A economia colonial brasileira do século XVIII foi caracterizada pela ascensão da importância da mineração. A principal fonte de reposição de mão de obra escrava era o tráfico interno, com o deslocamento de negros vindos do sul do Brasil.
IV. O primeiro ciclo da borracha estimulou a migração para a região amazônica até o final dos anos de 1910. O látex proveniente da seringueira passaria por um surto tão breve como marcante. A Amazônia, assim, seria um polo atrativo de migrantes fugidos das fazendas cafeeiras de São Paulo. Os seringueiros enfurnaram-se nos rios, chegando até regiões isoladas para o retiro da borracha.