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Q3414198 Odontologia
São consideradas causas de insucesso no atendimento de pacientes especiais, EXCETO: 
Alternativas

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Tema central: fatores que levam ao insucesso no atendimento odontológico de pacientes com necessidades especiais (PNE). Em Odontologia Pré-Clínica, o planejamento depende de anamnese ampliada, avaliação de risco, coordenação com cuidadores e rede multiprofissional.

Gabarito: DApoio profissional e atendimento multidisciplinar efetivo, eficaz e seguro não é causa de insucesso; é fator protetor que aumenta a adesão, melhora o manejo comportamental, o controle ambiental e a segurança (sedação/GA quando indicada), reduzindo falhas terapêuticas. Diretrizes do Ministério da Saúde (Política Nacional de Saúde Bucal; manual de Saúde Bucal da Pessoa com Deficiência) e a AAPD (“Management of Patients with Special Health Care Needs”, 2024) reforçam a importância do cuidado integrado (odontologia, medicina, fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia, assistência social) e de fluxos de referência para casos complexos.

Estratégia de prova: destaque o termo EXCETO. Procure o item que descreve um fator de sucesso (protetor), não de risco. “Apoio profissional/multidisciplinar efetivo” claramente favorece o cuidado.

Por que as demais alternativas são causas de insucesso?

  • A – Falta de preparo da equipe: Insuficiência em manejo comportamental, comunicação aumentativa, contenção ética, indicação de sedação/anestesia geral, e planejamento centrado no paciente levam a consultas improdutivas, baixa adesão e iatrogenias. AAPD e MS recomendam capacitação específica e protocolos de segurança.
  • B – Dificuldade de acesso e impossibilidade de tratamento: Barreiras arquitetônicas, de transporte, agenda, custos indiretos, ausência de centros com sedação/GA e rede de referência causam perdas de seguimento e agravamento de doença. O “World Report on Disability” (OMS) e o MS destacam acesso como determinante crítico do desfecho.
  • C – Baixo interesse/conhecimento dos cuidadores: Sem educação em saúde, rotina de higiene (escovação assistida, fio adaptado), controle dietético e uso de fluoretos, há maior carga de biofilme, cárie e doença periodontal. AAPD e MS indicam que o treinamento do cuidador é pilar preventivo e sua ausência aumenta falhas.

Aplicação prática pré-clínica: estratifique risco (médico/odontológico), avalie ASA e necessidade de ajustes (tempo de consulta, dessensibilização, reforço positivo), envolva cuidadores, planeje medidas preventivas intensivas (verniz fluoretado, selantes) e acione a rede multiprofissional quando necessário.

Pegadinha: itens com “apoio”, “efetivo”, “seguro” costumam indicar fatores de sucesso, não de insucesso. Leia o comando duas vezes para não inverter o raciocínio.

Referências essenciais: Ministério da Saúde – Política Nacional de Saúde Bucal e Manual de Saúde Bucal da Pessoa com Deficiência; AAPD Best Practices: Management of Patients with Special Health Care Needs (2024); OMS – World Report on Disability.

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