O Brasil teve destacada atuação na última grande reunião da ...
(OMC) em 2001 consolida a crescente abertura do país de maior
população do mundo. Tal fato foi marcado por vários anos de
difíceis negociações com os principais parceiros internacionais,
EUA e União Européia, com os quais teve que concluir prévios
acordos sobre as modalidades concretas da mútua abertura das
economias. Foi celebrada, portanto, mesmo que de maneira
superficial, como uma forma de triunfo final da economia de
mercado. Os pragmáticos chineses parecem nutrir a idéia básica
que permitiu no passado os êxitos do Japão e dos tigres asiáticos:
integrar-se ao mundo ainda dominado pelo Ocidente de maneira
dinâmica, mas prudente, negociada e não imposta, sem deixar-se
dominar.
Viktor Sukup. A China frente à globalização: desafios e oportunidades. In: Revista
Brasileira de Política Internacional. Brasília, ano 45, n.o 2, 2002, p. 82 (com adaptações).
Julgue os itens subseqüentes, com relação ao tema focalizado no
texto acima.
Gabarito comentado
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Alternativa correta: E (errado)
1. Tema central da questão
A questão aborda a atuação do Brasil na reunião da OMC em Cancún (2003) e o resultado desse encontro. O tema é crucial para compreender o papel de países em desenvolvimento em instituições multilaterais e os desafios das negociações internacionais, especialmente sobre subsídios agrícolas dos países desenvolvidos.
2. Base teórica
A OMC é responsável pelas regras do comércio internacional. As rodadas de negociações visam reduzir barreiras e subsídios que distorcem o comércio, como os agrícolas, fundamentais para países emergentes, como Brasil, Índia e China. A reunião de Cancún tentou avançar neste tema, mas terminou sem consenso.
3. Fundamentação da resposta
A afirmação é errada porque a reunião não cumpriu a agenda nem foi considerada proveitosa em termos de resultados práticos. Ao contrário, houve impasse entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, principalmente sobre subsídios agrícolas. O encontro foi encerrado sem acordo, sendo visto como um fracasso diplomático e um marco das dificuldades da OMC para avançar em temas sensíveis.
Fontes: OMC, Relatório Oficial da Conferência Ministerial de Cancún (2003); Araújo Jr., J.P., “A Rodada de Doha e o Brasil”, Revista Brasileira de Política Internacional, 2004.
4. Estratégias de interpretação
Fique atento a termos absolutos como “plenamente proveitosa” ou “cumpriu a extensa agenda”, que podem indicar exagero ou imprecisão – um indício de alternativa errada. Busque sempre lembrar os resultados objetivos dos eventos internacionais.
Resumo:
A reunião de Cancún, apesar da forte atuação do Brasil, não produziu avanços concretos e ficou marcada pelo fracasso nas negociações sobre agricultura. Assim, a alternativa está errada.
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Comentários
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Nesta 5ª Ministerial houve grande discussões acerca das áreas-chve tais como; comércio de serviços e subsídios à exportações de produtos agrícolas (PAC da UE). Na ocasião, o Brasil articula o G20 COMERCIAL que é composto por países periférios que busca a democratização das negociações agrícolas. Agora é um grupo mais robusto contra o denominado QUAD (UE, Japão, EUA, Canadá).
"ter levado até as últimas consequências" quase uma chamada de Sessão da Tarde
Errado
O Brasil, de fato, teve protagonismo na Reunião Ministerial de Cancún.
O Brasil uniu-se a outros países em desenvolvimento e criou o G20 comercial, grupo para fazer pressão para o acesso a mercados para produtos agrícolas e redução dos subsídios a exportação.
Apesar da pressão, os países desenvolvdos não cederam.
Somente em 2015 (DOZE ANOS DEPOIS), na Reunião Ministerial de Nairóbi, os países desenvolvidos concordaram com o fim imediato de subsidios a exportação agrícola.
Os subsídios à exportação são ruins porque distorcem o mercado. O Brasil, por exemplo, é muito eficiente na produção de açúcar, produzindo a U$180 a tonelada. Já a União Europeia produzia açúcar de beterraba a U$660 a tonelada e, msmo assim, ainda exportava.
Reuniões ministeriais importantes:
- 1996: Temas de Cingapura: países desenvolvidos querem inserir temas OMC plus e OMC extra
- 1999: Seattle: grandes protestos de rua contra globalização
- 2001: Criação Rodada Doha e Declaração de Propriedade Intelectual e Saúde Pública
- 2003: Cancun: Brasil articula criação do G20 comercial e se torna um dos principais interlocutores na OMC ao lado do Quad (EUA, UE, Japão e Canadá)
- 2011: Genebra: entrada da Rússia na OMC
- 2013: Pactoe Bali: facilitação de comércio - primeiro acordo multilateral da OMC
- 2015: Nairóbi: fim imediato do subsídio para exportação agrícola
- 2017: Buenos Aires: guerra comercial EUA x China
- 2022: Genebra/Astana: primeira após cancelamentos por causa da COVID
Pacote Genebra: Acordo Subsídio à Pesca (+transparência)
waiver vacina de COVID (mas não medicamentos)
Delaração Segurança Alimentar (contexto Guerra da Ucrânia)
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