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Q3699771 Arqueologia
Do ponto de vista do ajustamento lexical (o conjunto de verbetes da língua portuguesa) o estudo arqueológico gerou o surgimento de uma nova acepção de verbete da língua. Para regular o sentido do termo conforme as pesquisas arqueológicas, surgiu o termo tupigurani. Esse tremo diverge do verbete tupiguarani com hífen. Escolha a opção que explica o surgimento do termo sem o uso do hífen.
Alternativas

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Tema central: A questão aborda a distinção lexical, conceitual e metodológica entre os termos “tupiguarani” (sem hífen) e “tupi-guarani” (com hífen), fundamentais para diferenciar tradições arqueológicas de classificações linguísticas dos povos indígenas brasileiros.

Explicação didática do tema: No contexto da arqueologia brasileira, principalmente a partir do PRONAPA (Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas, 1969), convencionou-se utilizar “tupiguarani”, sem hífen, para designar uma tradição material arqueológica — isto é, vestígios (especialmente cerâmicos) característicos compartilhados por diversos grupos indígenas do Brasil. Já “tupi-guarani”, com hífen, refere-se à família linguística desses povos. Assim, trata-se de separar a cultura material do fenômeno linguístico e etnográfico.

Justificativa da alternativa correta (B):
A alternativa B está correta porque deixa claro que a retirada do hífen foi uma decisão consciente e normativa, estabelecida pelo PRONAPA, para distingir a tradição arqueológica “tupiguarani” (materiais encontrados em sítios arqueológicos) da família linguística “tupi-guarani”. Esse procedimento é central em arqueologia, já que evita confusões e permite delimitar objetos de estudo distintos (materiais x linguagens). A alternativa também alerta para as “duas acepções” e a importância dessa distinção para trabalhos de campo, análise e classificação.

Crítica das alternativas incorretas:

A – Relaciona o termo apenas ao estabelecimento de cronologia dos sítios, mas não explica a separação conceitual entre tradição material e família linguística, essencial para o enunciado.

C – Associa a mudança à língua nheengatu, mas essa relação é errada: nheengatu é um desenvolvimento posterior do tupi, não é critério para distinção dos termos em arqueologia.

D – Incorre ao atribuir a padronização aos jesuítas no séc. XIX, quando se sabe que a padronização foi feita pelo PRONAPA em 1969.

E – Está errada pois existe, sim, uma opção correta (a letra B).

Dica de prova: Atenção a pegadinhas envolvendo troca de temporalidade (século XIX versus século XX), e troca de conceitos (materiais x linguísticos). Sempre destaque os elementos diferenciadores na leitura do enunciado: neste caso, material arqueológico x família linguística.

Referências recomendadas: “Arqueologia Brasileira”, de Pedro Paulo Funari (especial atenção à abordagem sobre cultura material), além dos manuais do PRONAPA.

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