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No estudo da cerâmica arqueológica brasileira, uma das prin...

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Q3699765 Arqueologia
No estudo da cerâmica arqueológica brasileira, uma das principais inconsistências definitórias, encontra-se no termo FASE. Mesmo assim, esse termo se enraizou nas pesquisas e estudos de acervos cerâmicos e é utilizado com grande frequência na literatura arqueológica. Assinale a opção que melhor define os paradoxos do termo fase.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O ponto decisivo era o contraste entre o uso de "fase" em sequência estratigráfica e seu uso em coleções de superfície sem controle cronológico.

Tema central: Paradoxo do termo fase
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é correta porque mostra que o termo "fase" se sustenta melhor quando há sequência estratigráfica e controle cronológico, mas se torna problemático em materiais de superfície sem datação segura. Nessa situação, a classificação por atributos cerâmicos pode gerar fases artificiais ou fictícias.
B
Errada
Erra ao afirmar que o uso de fases garante cronologias absolutas. A base da questão diz justamente o contrário: o problema do termo está em não assegurar, por si só, cronologia absoluta, especialmente quando faltam estratigrafia ou datação confiável.
C
Errada
Erra porque desloca o tema para uma suposta finalidade de correlacionar culturas arqueológicas com grupos indígenas amazônicos e ainda qualifica a abordagem como "de alto desempenho". Isso não enfrenta a inconsistência definicional do termo "fase", que era o núcleo cobrado.
D
Errada
Erra por transformar a questão em uma negação ampla da seriação, dizendo que ela não estabelece qualquer sequência evolutiva ou curvas de frequência. A crítica pedida não era essa; o problema está no uso de "fase" sem base temporal robusta, não em negar genericamente a utilidade da seriação.
E
Errada
Erra ao dizer que os métodos de datação descartaram o uso de "fase" e que as sequências podem ser estabelecidas independentemente dos estratos. A base afirma que isso é incorreto: a estratigrafia e o contexto continuam relevantes, e o termo não foi simplesmente abandonado por causa das datações absolutas.
Pegadinha da questão
A confusão real era tomar diferenças tipológicas ou tecnológicas como se bastassem para definir uma fase cronológica segura, especialmente em coleções de superfície.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão falar em "fase", verifique se existe controle cronológico por estratigrafia ou datação, e não apenas semelhança cerâmica.
  • Atributos como decoração e antiplástico podem classificar conjuntos, mas não bastam isoladamente para validar uma fase cronológico-cultural.
  • Desconfie de alternativas que atribuem à noção de fase a produção automática de cronologia absoluta.
  • Não confunda crítica ao uso reificado de "fase" com negação total da seriação ou do valor analítico dos conjuntos cerâmicos.

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