Sobre a abordagem clínica / cardiológica do paciente com doe...

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Q2719931 Medicina

Leia o caso clínico a seguir para responder às questões 29 e 30.


Paciente do sexo masculino, 76 anos de idade, é hipertenso, tabagista inveterado, refere dor em panturrilha esquerda ao caminhar cerca de um quarteirão (150 metros), que melhora com a cessação do exercício. Ao retomar a caminhada, apresenta novamente o mesmo sintoma.

Sobre a abordagem clínica / cardiológica do paciente com doença arterial periférica, é correto afirmar que

Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda a abordagem clínica e cardiológica da doença arterial periférica (DAP) em pacientes com claudicação intermitente, especialmente quanto ao uso de betabloqueadores e antiagregantes plaquetários.

Justificativa da alternativa correta (B):
A alternativa B afirma corretamente que não há benefício significativo no uso contínuo da dupla antiagregação (AAS + clopidogrel) em relação à monoterapia para reduzir eventos cardiovasculares maiores em pacientes com DAP. Segundo grandes estudos clínicos, como o CHARISMA, e diretrizes nacionais e internacionais, a associação prolongada desses fármacos eleva o risco de sangramento sem impactar de forma significativa na redução de desfechos como infarto, AVC ou morte em comparação ao uso isolado de um deles (geralmente clopidogrel ou AAS).

De acordo com o documento “Doença Arterial Periférica Obstrutiva de Membros Inferiores: Diagnóstico e Tratamento”, tópico “Tratamento Clínico”: “Opções para pacientes com DAP sintomática incluem ácido acetilsalicílico ou clopidogrel via oral.”

Análise das alternativas incorretas:

A) Betabloqueadores não estão formalmente contraindicados em DAP. Estudos recentes mostram que podem ser usados com segurança em pacientes com necessidade, como hipertensos ou coronariopatas, desde que monitorados. Portanto, a afirmação é ultrapassada e não condiz com práticas atuais recomendadas (pegadinha clássica).

C) O uso de antiplaquetários é necessário mesmo sem outras doenças ateroscleróticas. O objetivo não é apenas tratar sintomas, mas também diminuir eventos cardiovasculares futuros. Negar isso contraria as principais diretrizes e protocolos.

D) Não se indica revascularização coronária de rotina para todos os pacientes submetidos a grandes cirurgias vasculares; a conduta é individualizada, considerando risco-benefício, como apontam protocolos do Ministério da Saúde e sociedades como a SBC.

Estratégia de prova: Fique atento a afirmações categóricas (“está sempre contraindicado”, “não há necessidade em nenhum caso”, “deve ser feita de rotina”): em Saúde Pública e Cirurgia Vascular, protocolos são frequentemente individualizados.

Resumo prático: Pacientes com DAP sintomática devem usar um antiplaquetário (AAS ou clopidogrel); a combinação dos dois não traz benefício adicional na prevenção de eventos cardiovasculares, podendo aumentar risco de hemorragia.

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