No trecho “Para os adolescentes, cujo repertório de autorr...
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Conectados, mas nem sempre presentes
Em uma conversa sobre redes sociais e saúde mental, o médico e escritor Drauzio Varella discutiu como a pressão para permanecer constantemente conectado pode favorecer ansiedade e dificultar uma relação equilibrada com as tecnologias digitais. Pesquisas mais recentes ampliam essa reflexão: uma revisão publicada em 2026 sobre nomofobia entre adolescentes brasileiros relaciona o uso intensivo de smartphones a dificuldades de concentração, sono, desempenho acadêmico e relações sociais.
Isso não significa que o celular seja, por si só, inimigo da aprendizagem. Ele pode ampliar o acesso à informação, aproximar pessoas distantes e funcionar como instrumento de estudo. O problema aparece quando o aparelho deixa de ocupar um lugar entre muitas atividades e passa a organizar quase toda a rotina. A notificação que interrompe uma leitura, a consulta compulsiva à tela e a inquietação quando o telefone não está por perto revelam como a tecnologia pode disputar nossa atenção de maneira persistente.
Para os adolescentes, autorregulação ainda cujo está repertório em de construção, estabelecer limites pode representar um desafio ainda maior. Por isso, especialistas têm defendido equilíbrio, e não simplesmente uma proibição absoluta. Criar horários sem telas, preservar o sono, praticar atividades presenciais e conversar sobre os próprios hábitos digitais são atitudes que ajudam a construir uma relação mais consciente com os dispositivos.
Talvez, então, a pergunta mais útil não seja apenas “quanto tempo você permaneceu conectado?”, mas também “o que deixou de fazer porque permaneceu conectado?”. Essa mudança desloca a discussão do relógio para a qualidade do uso. Afinal, uma tecnologia pode servir à vida; o problema começa quando a vida passa a servir exclusivamente à tecnologia.
Texto adaptado de Drauzio Varella
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Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: No trecho “Para os adolescentes, cujo repertório de autorregulação ainda está em construção...”, “cujo” relaciona o antecedente “adolescentes” ao substantivo “repertório”, com valor de pertencimento; esse critério confirma a alternativa A.
- Identifique o antecedente de “cujo” e o substantivo seguinte: a relação de pertencimento se estabelece entre esses dois termos.
- Separe classe gramatical de valor semântico: “cujo” é relativo, embora expresse posse ou pertencimento.
- Verifique a concordância com o substantivo seguinte, e não com o antecedente retomado.
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Comentários
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A alternativa correta é a A. Vamos à análise detalhada:
Função do Pronome Relativo Cujo: O vocábulo cujo (e suas flexões cuja, cujos, cujas) é um pronome relativo que tem a exclusiva função sintática e semântica de indicar posse (ou pertencimento) entre dois termos. Ele conecta o elemento possuído (que vem logo após) ao seu possuidor (que vem logo antes).
Análise do Contexto: No trecho em destaque ("...cujo repertório..."), o pronome estabelece a relação de posse entre o possuidor ("os adolescentes") e o que é possuído/pertencente ("repertório" — ou seja, o repertório dos adolescentes).
Eliminação das demais alternativas:
As letras B, C e D estão incorretas porque classificam o vocábulo como outras subclasses de pronomes (demonstrativo, pessoal ou indefinido), o que não corresponde à gramática normativa do pronome relativo cujo. Além disso, o cujo nunca aceita artigo logo depois dele (como cujo o ou cuja a).
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