Homem, 55 anos, engenheiro, foi levado pela
esposa à consulta, a qual queixa do consumo
exagerado de álcool do marido. O paciente
mostra-se contrariado e diz que veio à consulta
apenas por insistência da esposa para tratar de
“ansiedade”. A esposa diz que o marido toma
bebidas alcoólicas desde a adolescência e, ao
longo dos anos, em alguns eventos sociais ou
atividades de lazer, bebia a ponto de ficar
fortemente embriagado e não se lembrar no dia
seguinte do que fez. Fala que, há 10 anos, o
paciente vem gradualmente aumentando a
frequência e quantidade de álcool ingerida. Já, há
mais de um ano, o uso é “difícil o dia que não
bebe” e costuma tomar no mínimo 6 latas de
cerveja ou então 4 a 5 doses de uísque. O
paciente não vê problemas no seu padrão de uso,
pois só bebe fora do trabalho e “nunca mistura”
diferentes tipos de bebida alcoólica (exceto em
festas e eventos sociais). Já a esposa diz que
tanto ela quanto os filhos do casal incomodam-se
muito com o quanto o paciente bebe e cita que ele
costuma ficar irritado, agressivo verbalmente e
inadequado socialmente. O paciente novamente
discorda e diz que fica irritado porque falam para
ele parar de beber. Ele também já teve alguns
tremores de mãos se fica um dia sem beber.
Para esse paciente, nesse momento, qual é a
atitude ou intervenção mais correta a ser tomada
pelo entrevistador?
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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