O mesotelioma é um câncer raro originado nas superfícies mes...

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Ano: 2021 Banca: CEPERJ Órgão: UERJ Prova: CEPERJ - 2021 - UERJ - Oncologia |
Q2411658 Medicina

O mesotelioma é um câncer raro originado nas superfícies mesoteliais da pleura e outros locais. O mesotelioma maligno pleural (MPM) é o tipo mais comum, responsável por 81% dos casos. Esse tipo de câncer é difícil de tratar, pois a maioria dos pacientes tem doença avançada em um primeiro diagnóstico. Em relação aos casos de MPM, é correto afirmar que:

Alternativas

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Tema central: O mesotelioma pleural maligno (MPM) é uma neoplasia rara, agressiva, originada das células mesoteliais, principalmente da pleura. Seu diagnóstico geralmente ocorre em estágios avançados, o que dificulta o tratamento. A abordagem terapêutica é baseada em quimioterapia, eventualmente associada a imunoterapia nos últimos anos.

Justificativa da alternativa correta (A):

Nos últimos anos, houve avanço significativo no tratamento do MPM. Inicialmente, a combinação de pemetrexede e cisplatina era o padrão ouro, posteriormente foi estudada e aprovada a adição do bevacizumabe em determinados pacientes. Recentemente, imunoterápicos como nivolumabe e ipilimumabe passaram a integrar a primeira linha para doença irressecável. De acordo com o Relatório para a Sociedade nº 523 (mar/2025): “Em combinação com ipilimumabe é indicado para o tratamento em primeira linha de pacientes adultos com mesotelioma pleural maligno (MPM) irressecável.” Esse cenário está respaldado pelo estudo CheckMate 743, que mostrou maior sobrevida global com imunoterapia combinada.

Análise das alternativas incorretas:

B) A radiação ionizante está associada a casos de MPM especialmente em tratamentos prévios para certos tumores hematológicos. Por outro lado, o tabagismo não é fator de risco significativo para MPM — diferentemente do câncer de pulmão, onde é protagonista.

C) A histologia epitelioide corresponde à variante de melhor prognóstico, ao contrário do que afirma a alternativa. Os subtipos misto e sarcomatoide estão ligados a pior sobrevida e resposta terapêutica.

D) O estudo molecular pode contribuir para pesquisa e estratificação, mas não é fundamental para guiar o tratamento do MPM atualmente, que baseia-se principalmente em critérios clínico-patológicos.

Dicas de prova: Fique atento a termos absolutos (“fundamental”, “exclusivo”) e analise sempre se o fator de risco informado realmente influencia aquele tipo histológico. Busque reconhecer atualizações em indicação de terapias-alvo e imunoterápicos.

Resumo: A alternativa A está correta pois reflete a evolução do tratamento do mesotelioma, com inclusão de imunoterapia em primeira linha, sustentada por diretrizes brasileiras e internacionais.

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