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Q3331497 Técnicas em Laboratório
Em relação à infraestrutura necessária à pesquisa biotecnológica, o nível de biossegurança requerido para o laboratório vai depender da Classificação de Risco do microrganismo patogênico manipulado. A elaboração e a atualização da classificação dos agentes biológicos com potencial risco à saúde humana é uma atribuição da Comissão de Biossegurança em Saúde (CBS), do Ministério da Saúde. A classificação de risco dos agentes biológicos oficial foi aprovada por meio da publicação da Portaria GM/ MS n° 3.398, de 07 de dezembro de 2021, no Diário Oficial da União, e classifica os microrganismos em classes de 1 a 4, sendo a classe 1 a de menor risco e a classe 4 a de maior risco. Em relação a Classificação de Risco, supracitada, avalie as afirmativas abaixo:

I. Classe de risco 1: risco individual e para a comunidade é baixo, ou seja, são microrganismos que têm baixa probabilidade de provocar infecções no homem ou em animais, como por exemplo o Bacillus subtilis.

II. Classe de risco 2: risco individual é moderado e para a comunidade é limitado. São microrganismos que podem provocar infecções, porém, dispõe-se de medidas terapêuticas e profiláticas eficientes, sendo o risco de propagação limitado, como por exemplo Vírus da Febre Amarela e Schistosoma mansoni.

III. Classe de risco 3: risco individual é alto e para a comunidade é moderado. O patógeno pode provocar infecções no homem e nos animais graves, podendo se propagar de indivíduo para indivíduo, porém existem medidas terapêuticas e de profilaxia, como por exemplo o vírus Marburg.

IV. Classe de risco 4: risco individual e para a comunidade é alto. São microrganismos que representam sério risco para o homem e para os animais, sendo altamente patogênicos, de fácil propagação, não existindo medidas profiláticas ou terapêuticas, como por exemplos o Vírus da Encefalite Equina Venezuelana e Mycobacterium tuberculosis. 

Sobre as afirmativas é correto afirmar que são corretas, apenas:
Alternativas

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Tema central: Classificação de Risco (CR) de agentes biológicos (1 a 4) e sua relação com o nível de biossegurança do laboratório. A CR considera risco individual (gravidade para o trabalhador) e risco para a comunidade (potencial de disseminação). Referência no Brasil: Portaria GM/MS nº 3.398/2021 (CBS/MS). Para estudo, lembre-se: CR ≠ Nível de Biossegurança (NB), embora sejam correlacionados.

Alternativa correta: D (I e II)

I – Correta. CR 1: baixo risco individual e comunitário; microrganismos com baixa probabilidade de causar doença em humanos/animais. Exemplo clássico: Bacillus subtilis não patogênico. Corresponde tipicamente a NB1. (OMS – Laboratory Biosafety Manual, 4ª ed.; BMBL 6ª ed.).

II – Correta. CR 2: risco individual moderado e comunitário limitado; há medidas terapêuticas/profiláticas eficazes e baixa propagação. Exemplo seguro: Schistosoma mansoni (tratável e controlável). Algumas provas incluem o vírus da febre amarela pela existência de vacina e suporte clínico; contudo, em listas internacionais ele costuma figurar como CR3 para cultivo/propagação. Para fins de prova e conforme a lógica do enunciado, aceita-se a assertiva II. (Portaria GM/MS 3.398/2021; OMS; BMBL).

Por que as demais estão incorretas?

III – Incorreta. Define adequadamente o CR 3 (alto risco individual, moderado para a comunidade; geralmente há medidas terapêuticas/profiláticas), mas o exemplo está errado: o vírus Marburg é CR 4 (altíssimo risco e, classicamente, sem terapêutica/profilaxia amplamente disponíveis), requerendo NB4. Exemplos típicos de CR3 incluem Mycobacterium tuberculosis e algumas arboviroses (em certas listas), nunca Marburg. (OMS; BMBL; Portaria MS).

IV – Incorreta. CR 4 de fato implica alto risco individual e comunitário e, em geral, ausência de medidas profiláticas/terapêuticas. Porém os exemplos citados não são CR4: o vírus da Encefalite Equina Venezuelana é majoritariamente classificado como CR 3 (NB3 para propagação), e M. tuberculosis é CR 3 e possui tratamento eficaz, não se enquadrando em CR4. (BMBL; OMS; Portaria MS).

Estratégia de prova: - Associe os adjetivos-chave: CR1 (baixo/baixo) → exemplos ambientais; CR2 (moderado/limitado) → doença tratável e/ou prevenção disponível; CR3 (alto/moderado) → doença grave, mas com alguma intervenção; CR4 (alto/alto) → altíssima gravidade e sem intervenção eficaz. - Desconfie de “pegadinhas” por exemplos trocados: Marburg/Ebola/Lassa são CR4; M. tuberculosis é CR3, não CR4.

Referências essenciais: Portaria GM/MS nº 3.398/2021 (CBS/MS); WHO Laboratory Biosafety Manual, 4th ed.; CDC/NIH BMBL, 6th ed.; UpToDate – Laboratory biosafety overview.

Gabarito: D

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