No interior de sua sala de aula, o educador pós-moderno pre...
No interior de sua sala de aula, o educador pós-moderno precisa realizar uma educação problematizadora, conduzindo os educandos a construírem o conceito de que a estrutura política, econômica e social que hoje temos, é resultado de uma construção histórica e que, necessariamente não estamos fadados a aceitá-la tal como se apresenta, mas antes precisa, desencadear um processo educativo no qual seus educandos percebam-se como sujeitos dessa história e que, como sujeitos, podem transformá-la. Desse modo, é necessário pensar na formação desse educador, pois "Educar, no século XXI, exige das instituições educativas a superação dos vários enfoques, além da aproximação de seu caráter relacional, mais dialógico, mais cultural-contextual e comunitário para que sejam superadas as desigualdades sociais".
(RODRIGUES, J. M. C. (org.). Formação docente: contribuição do Ideário de Paulo Freire − João Pessoa: Sal e Terra. 2013) − (Adaptado)
Entre os enforque referidos no texto, temos:
I.Homogeneizantes.
II.Dicotômicos e tecnológicos.
III.Funcionalistas e burocratizantes.
IV.Metodológicas.
V.Didáticas.
Marque a alternativa com a opção coerente com o conteúdo enunciado.
Gabarito comentado
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Alternativa correta: A - Apenas I, II e III.
Tema central da questão:
A questão aborda enfoques educacionais que precisam ser superados para uma prática docente alinhada à pedagogia crítica e à proposta de Paulo Freire. Entender esses enfoques é fundamental para reconhecer práticas que limitam a participação crítica, a autonomia e a transformação social na escola.
Resumo teórico:
Segundo Paulo Freire e a pedagogia pós-moderna, a educação deve ser problematizadora, dialógica e transformadora, rompendo com modelos tradicionais. Os enfoques a serem superados são:
- Homogeneizantes: Tratam todos os alunos de forma igual, sem considerar as diferenças culturais e sociais.
- Dicotômicos: Fazem divisões rígidas (por exemplo, teoria/prática), impedindo abordagens integradoras.
- Tecnológicos: Valorizam excessivamente a tecnologia, muitas vezes de modo instrumental, sem considerar o contexto social.
- Funcionalistas: Enxergam a educação apenas como instrumento para o mercado de trabalho.
- Burocratizantes: Focam em processos e regras, não no desenvolvimento humano.
Esses termos são encontrados em autores como Freire (Pedagogia do Oprimido) e em diretrizes de formação docente.
Justificando a alternativa correta:
A alternativa A (Apenas I, II e III) é a correta porque os enfoques I (homogeneizantes), II (dicotômicos e tecnológicos) e III (funcionalistas e burocratizantes) são, de fato, mencionados no texto como perspectivas a serem superadas. Eles representam formas de ensino pouco abertas à diversidade, ao diálogo e à transformação social.
Análise das alternativas incorretas:
- B (I, IV e V): Metodológicas e didáticas não são enfoques criticados pelo texto; pelo contrário, podem ser essenciais para a inovação pedagógica.
- C (II, III e IV): Inclui metodológicas, o que foge do pensamento crítico proposto pelo texto.
- D (I, II, III, IV e V): Inclui enfoques metodológicos e didáticos, que não são alvos da crítica do texto.
Dica para interpretação:
Observe as palavras-chave e busque identificar se o enfoque citado é algo que restringe ou amplia o processo educativo. Pegadinha comum: pensar que todo termo pedagógico é negativo—lembre-se de analisar o contexto!
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