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Q3331485 Técnicas em Laboratório
O vírus da dengue, com seus quatro sorotipos, pode causar manifestações clínicas graves como a Dengue Hemorrágica. A vacina QDENGA, da empresa TAKEDA PHARMA, é uma vacina tetravalente licenciada que utiliza uma abordagem inovadora. Este imunizante se baseia no vírus da Dengue sorotipo 2 atenuado e, por meio de modificações genéticas, incorpora sequências dos sorotipos 1, 3 e 4. Se um pesquisador desenvolver uma vacina similar com a inserção das sequências dos sorotipos 1, 2 e 4 no vírus da Dengue sorotipo 3 selvagem, considerando a Classificação de Risco dos Agentes Biológicos do Ministério da Saúde, os vírus recombinantes resultantes serão da Classe de Risco:
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Tema central: Classificação de risco biológico aplicada a vírus da dengue e a versões recombinantes/atenuadas usadas em vacinas. A “classe de risco” refere-se ao perigo do agente em ambiente de laboratório (gravidade da doença, via de transmissão, profilaxia/tratamento disponível), e não apenas à gravidade clínica na comunidade.

Alternativa correta: B – Classe de Risco 2.
O vírus da dengue (DENV 1–4) é classificado como Classe de Risco 2 pelo Ministério da Saúde/Fiocruz em manuais de biossegurança e por referências internacionais (WHO Laboratory Biosafety Manual, 4ª ed.; CDC/NIH BMBL, 6ª ed.). Dessa forma, manipulações rotineiras de DENV são realizadas em BSL-2 (com reforços conforme o tipo de procedimento). Vacinas como a tetravalente baseada em DENV-2 atenuado (ex.: QDENGA) e um construto semelhante usando backbone DENV-3 com inserção dos genes estruturais de outros sorotipos não aumentam o risco intrínseco do agente, pois permanecem vírus da dengue atenuados/recombinantes sem novos determinantes de patogenicidade ou mudança de tropismo relevante. Assim, os vírus recombinantes resultantes também se enquadram em Classe de Risco 2.

Estratégia para a prova: identifique o agente parental (DENV é RG2) e verifique se a modificação genética aumenta virulência/transmissibilidade ou remove medidas de controle. Se não, a classe de risco se mantém. Não confunda “dengue grave/hemorrágica” (quadro clínico) com critérios de biossegurança.

Por que as demais estão incorretas?

A – Classe 1: RG1 é para agentes de baixo risco e não patogênicos (ex.: cepas de E. coli K-12). DENV causa doença humana, logo não é RG1.

C – Classe 3: RG3 inclui agentes que causam doença grave, frequentemente por via aerossol, exigindo BSL-3 (ex.: M. tuberculosis). Apesar de poder causar quadros graves, o DENV não é tipicamente transmitido por aerossóis e é manejado em BSL-2 para a maioria das técnicas; portanto, não é RG3 na classificação do MS para manipulações padrão.

D – Classe 4: RG4 é para agentes com alto risco individual e comunitário, geralmente sem vacina/tratamento e com alta transmissibilidade (ex.: Ebola). DENV não se enquadra: há medidas de suporte eficazes e vacinas licenciadas, e a transmissão não é respiratória.

E – Classe 5: Não existe Classe de Risco 5 na classificação do Ministério da Saúde. É uma pegadinha clássica.

Referências úteis para estudo: WHO Laboratory Biosafety Manual (4ª ed.); CDC/NIH BMBL (6ª ed.); Manuais de Biossegurança do Ministério da Saúde/Fiocruz; UpToDate (visão geral de biossegurança para Flavivírus).

Gabarito: B

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