As mordidas de cães e de gatos ocorrem com maior frequência ...

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Q3455365 Enfermagem
As mordidas de cães e de gatos ocorrem com maior frequência em situações em que a vítima mexeu no animal ou no seu prato, enquanto o agressor se alimentava. Esse tipo de acidente, em geral, resulta em lesões superficiais no antebraço, contudo o serviço de saúde deve ser procurado. Quando isso acontece, a conduta correta em relação à prevenção da raiva, pelo serviço de saúde, é 
Alternativas

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Alternativa correta: B

Tema central: A questão aborda a conduta frente a acidentes por mordedura de cães ou gatos, enfatizando a prevenção da raiva em humanos. Esse tema é fundamental em saúde pública, pois a raiva é uma zoonose grave, geralmente fatal, e a atuação correta dos profissionais de enfermagem é essencial para prevenir casos humanos.

Resumo teórico: Quando ocorre uma mordida de cão ou gato, a principal ação é avaliar o risco de transmissão da raiva. Segundo o Manual do Ministério da Saúde (2022), se o animal é saudável e pode ser observado, deve-se manter observação por 10 dias. Se o animal permanecer saudável, não há indicação de vacinação antirrábica na vítima. O atendimento imediato inclui a higienização do ferimento e a avaliação para tétano e outras infecções.

Justificativa da alternativa correta (B):

A conduta correta é observar o animal agressor por 10 dias. Se ele permanecer saudável, o caso é encerrado sem necessidade de vacinação antirrábica para a vítima. Isso está de acordo com as diretrizes nacionais e internacionais e evita a administração desnecessária de vacinas.

Análise das alternativas incorretas:

A: Errada. Conhecer o animal não elimina o risco de raiva. Animais conhecidos também podem transmitir a doença.

C: Errada. A vacinação antirrábica só é indicada se o animal apresentar sintomas durante a observação ou se não puder ser observado.

D: Errada. A vacina antitetânica só é indicada se houver risco de tétano conforme avaliação do ferimento, e o período correto de observação é de 10 dias, não sete.

E: Errada. Não se deve vacinar o animal no momento do acidente. A conduta é observar o animal por 10 dias, e a vacinação dele não altera o manejo da vítima.

Dicas de interpretação: Atente-se aos detalhes de tempo (7 ou 10 dias) e à indicação de vacinas. Pegadinhas comuns incluem sugerir vacinas desnecessárias ou confundir o manejo do animal com o da vítima.

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Ótima pergunta! Vamos resolvê-la com base no Protocolo de Profilaxia da Raiva Humana do Ministério da Saúde (atualizado em 2023).

Contexto do enunciado:

Mordida de cão ou gato conhecido, durante manipulação do animal ou seu prato de comida (situação comum e potencialmente provocada);

Lesão superficial no antebraço;

O animal é conhecido e sadio até o momento do acidente.

Nesses casos, a conduta depende de:

O estado clínico do animal no momento do acidente;

A possibilidade de observação domiciliar por 10 dias (em cães e gatos).

A conduta correta:

De acordo com o Ministério da Saúde:

Se o cão ou gato for sadio e conhecido, deve ser colocado em observação por 10 dias.

Se o animal permanecer sadio durante o período, nenhuma vacina é necessária para a vítima (exceto em casos específicos de alto risco).

Análise das alternativas:

A) dispensar animal agressor e a vítima de qualquer medida preventiva, porque o animal é conhecido pela vítima.

❌ Errado. Mesmo sendo conhecido, é necessário observar o animal por 10 dias. Não se deve dispensar de imediato.

B) manter o animal agressor sob observação por dez dias. Se não houver alteração do comportamento, com sinais de raiva animal, encerrar o caso.

✅ CORRETA. Essa é exatamente a conduta indicada pelo Ministério da Saúde para casos de animais saudáveis e conhecidos:

➡️ Observação do animal por 10 dias;

➡️ Se permanecer sadio, nenhuma medida adicional é necessária.

C) aplicar três doses de vacina antirrábica humana na vítima, nos dias 0-3-7, e encerrar o caso.

❌ Errado. Isso seria indicado em caso de animal desconhecido ou desaparecido, ou que apresenta sinais de raiva.

D) aplicar uma dose de vacina antitetânica e uma de vacina antirrábica na vítima. Além de observar o animal agressor, por sete dias, e, se este permanecer sadio, encerrar o caso.

❌ Errado. A observação correta é de 10 dias, e a vacina antirrábica não é aplicada de rotina nesses casos. Vacina antitetânica pode ser considerada, mas não faz parte da conduta específica para raiva.

E) aplicar uma dose de vacina antirrábica no animal agressor e mantê-lo sob observação por dez dias. Não havendo alteração de comportamento, encerrar o caso.

❌ Errado. Não se aplica vacina antirrábica no animal após o acidente como medida de profilaxia humana. O foco é observar o animal.

✅ Gabarito: B) manter o animal agressor sob observação por dez dias. Se não houver alteração do comportamento, com sinais de raiva animal, encerrar o caso.

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